quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Voltar à origem

Não é coisa fácil parar a mente de uma forma ou de outra poluída para nos concentrar na essência, na nossa base original antes de nossos pais nos educarem e o ensino começar, ultimamente tenho optado por esse caminho para purificar o meu interior, pelo menos por uns momentos porque ainda não tenho a capacidade de meditar por mais tempo...assim as minhas escolhas o meu caminho ficam mais claros, mais limpo com mais luz.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pessoas felizes que conheçam a beleza do amor ....

Das Palavras de Osho, li hoje estas lindas frases, tão lindas que as atiro aqui no ar para o vento as levar ao cantinho mais distante do planeta.  

Precisamos de pessoas mais felizes ao redor da terra para impedir a terceira guerra mundial. Estas armas nucleares e estas máquinas de guerra destrutivas não podem funcionar por si mesmas. Elas estão sendo operadas por seres humanos, atrás delas estão mãos humanas.

Uma mão que conheça a beleza de uma rosa não pode jogar uma bomba sobre Hiroshima.

Uma mão que conheça a beleza do amor não pode guardar uma arma carregada de morte. Apenas um pouco de contemplação e você irá entender o que estou dizendo

Estou dizendo: espalhe riso, espalhe amor, espalhe os valores positivos da vida, cultivem mais flores ao redor da terra. Tudo que é belo, apreciem isso – e tudo que é desumano, condenem isso.


Osho, em "Hari Om Tat Sat"
Imagem por Pink Sherbet Photography

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Muitos chefes e poucos Indios

Vendo e lendo os acontecimentos de horror por esse mundo fora, tornaram-se parte do nosso dia a dia, até parece ser normal.  A ambição do homem está ligada á destruição de vidas. Embora eu não tenha problema algum com o 'zé-ninguém' com o mendigo na rua que a ninguém faz mal. Problema tenho com os 'senhores ambiciosos', que desejam mostrar ao pai deles que alcançaram 'algo na vida'.

Os responsaveis pelo catástrofe no Golfo do México destruiram milhões e milhões de vidas pelas quais eu e muitos temos o maior respeito, na verdade não existe dinheiro ou mesmo castigo no mundo que faça justiça aos directos e indirectos causadores de tamanha destruição. Este virus chamado 'ambição', vejo-o em raio x por todo lado e é pior que os virus mais destruidores.

Numa lista escrevi os nomes dos 'responsaveis' por estas e outras coisas e colei à parede da cozinha. Eles vão passar pela justiça do meu coração. Quer isto dizer que vou andar cada vez mais de bicicleta, não vou abastecer o carro na BP, Shell ou Galp, vou comprar o menos possível de artigos derivados de multinacionais inconscientes, não como mais chocolate suiço ou alemão ou qualquer outro proveniente das plantações de cacao de Africa (porque crianças em Africa são sequestradas, usadas, para trabalharem nessas plantações), evito a grande superficie comercial mesmo que isso me custe mais. Assim fico um pouco mais feliz.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Espiritualidade o Centro

Ouvimos falar e até discutir sobre espiritualidade, usamos esta palavra muitas vezes sem saber o significado real puro do conteúdo desta palavra. Daí que coloco aqui uma visão de um espiritualista especial:

Um dos maiores infórtunios que aconteceu à humanidade é terem dito às pessoas para serem religiosas, não espirituais. Religião significa a circunferência e espiritualidade significa o centro. A religião tem alguma coisa com a espiritualidade, mas apenas alguma coisa - algo como o reflexo num lago de uma noite estrelada ou de uma lua cheia. A espiritualidade é a coisa verdadeira; a religião é apenas um derivado.
Como as pessoas são convencidas a serem religiosas, elas começam a decorar a sua circunferência, começam a cultivar o carácter. O carácter é a sua circunferência. Mas ao pintar a sua circunferência, o leitor não está a mudar o seu centro. Se mudar o centro, a circunferência automaticamente passa por uma transformação.
Mude o centro - isso é espiritualidade. A espiritualidade é uma revolução interior. Ela afecta com certeza o seu comportamento exterior - como vai estar alerta, mais consciente, naturalmente as suas acções serão diferentes, o seu comportamento terá uma qualidade diferente, um sabor diferente, uma beleza diferente - mas isto é só um produto derivado. A espiritualidade pertence ao seu ser essencial e a religião apenas ao seu exterior: acções, comportamentos, moralidade.
A religião é formal; ir à igreja todos os domingos é uma questão social. A igreja não é mais do que um género de clube com pretensões religiosas. A pessoa espiritual não pode pertencera nenhuma Igreja - hindu, cristã, muçulmana...Isso seria impossível, pois ela não segue nenhum credo, nenhum dogma.
A espiritualidade é uma; as religiões são muitas. Espiritualidade é rebelião; religião é ortodoxia. Espiritualidade é individualidade; religião é apenas fazer parte da multidão. A religião mantém-no uma ovelha; a espiritualidade é o rugido do leão.
 (do Espiritualidade de A a Z)
 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Universo Inteligente

No inicio do livro da Tereza Guerra 'O Poder Índigo' isbn 989-607-042-3. Leio as seguintes frases, que me fazem ir direitinho ao centro do Amor:

O Amor não precisa de ser explicado cientificamente. E, no entanto, sabemos que existe e sentimo-lo fortemente dentro de nós, porque o verdadeiro amor é intenso, vibracional, atinge altas frequências, é multidimensional, criador, mágico, encantador, envolve, anima é paz.
O Amor é o poder mais precioso que podes cultivar em ti, porque é sábio e curador de todos os males!
Quando o Amor é puro, íntegro, honesto, tu podes transformar-te e tranformar os outros e o mundo...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uma menina mulher

Uma menina que às vezes se esquece que é mulher...
Desce a rua sacudindo os cabelos.
Bruxa, fadinha, cigana, menina, mulher
Olha nos olhos, fala com a alma
Beija com o corpo, ama por inteiro.
Se entrega e cai de cabeça
Segue o coração, sempre.
Antes o impulso
Agora tem que tocar o coração
Com razão, com emoção.
Ama poesia, chocolate e dias de chuva
Ama amar, sorrir, chorar, se emocionar
Ama lilás, borboletas
Ama beleza, leveza, simplicidade, liberdade!

Rosângela Kowalezuck

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O Escorpião

Em um Blog agradável, encontrei um texto sobre astrologia o 'escorpião'. Gosto de astrologia e muita coisa ainda deve ser descoberto sobre o universo. É um meu signo, com ascendente Touro.
 Quem nasce no tempo de Escorpião recebe do céu um dom que, se não for bem compreendido e bem usado, pode ser fonte de muita perturbação: a capacidade de perceber a tensão que está dentro das coisas e que vai fazer elas mudarem. Ao contrário de Touro, que se encanta e se apaixona pelas coisas como elas parecem ser, Escorpião é atraído pelo mundo misterioso que existe por trás das aparências.


Sempre associado à morte, à violência, ao ciúme e à sexualidade exagerada, é talvez o mais mal falado de todos os signos. É possível que a má fama tenha vindo do fato de que, para os povos que criaram a astrologia, essa época do ano correspondia ao outono, o tempo em que a natureza ensina aos homens que morrer é natural. Mais do que natural, é necessário.


Por sua oposição ao signo de Touro, que simboliza a Primavera, Escorpião sabe que mesmo as coisas mais perfeitas e belas não vão ser perfeitas e belas para sempre. E pressente o que elas vão ser depois. Touro se encanta com a beleza das flores. Escorpião é apaixonado pelas sementes que só vão mostrar sua força depois da morte da flor.


Quem nasce com o sol em Escorpião vê o mundo e as outras pessoas com olhos de raio -X e isso às vezes cria problemas. Como imaginam que todo mundo pode ver o que eles veem, tendem a ser muito fechados. Criam uma verdadeira barreira em torno dos seus sentimentos, que são sempre muito intensos. Eles estão sempre “morrendo” de amor, “morrendo” de saudade, “morrendo” de rir, “morrendo” de raiva.


Mas quando a imensa energia desse signo misterioso encontra uma saída construtiva é que podemos avaliar a força de um Escorpião. Uma força como aquela que animou o sociólogo Betinho, o homem que fez da luta contra a morte pessoal um símbolo emocionante da grande luta coletiva contra a morte pela fome e pela miséria.


em IG Delas

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Intuição não pode ser explicada

Procuro a informção de qualidade dentro do possível. Não para me alimentar mas unicamente para crescer o interior e ajustar o que educadamente mas erradamente me foi 'educado'. Assim existem pessoas com muitos dons, cada um com seu. Osho foi uma pessoa dotada. Seu ensinamento me ajuda a acelerar o processo de crescimento interior através de clarificar muita coisa do nosso, meu, dia a dia. 
Por vezes salto de um tema (livro) para outro tema, deixando repousar um, abrindo a porta do outro. O tema Intuição - o saber além da lógica, é um livro pequeno que encontrei numa livraria em Curitiba. É dos mais fascinantes que já li neste contexto. Aqui algumas marcas.

A intuição não pode ser explicada cientificamente porque o fenômeno em si é irracional e não científico. O próprio fenômeno da intuição é irracional. Em termos coloquiais, parece certo perguntar: "A intuição pode ser explicada?" Mas isso quer dizer: "A intuição pode ser reduzida ao intelecto?" A intuição é algo além do intelecto, algo que não faz parte do intelecto, algo que vem de algum lugar onde o intelecto é totalmente inconsciente. Assim, o intelecto pode sentir a intuição, mas não pode explicá-la.
O salto da intuição pode ser sentido porque existe uma lacuna. A intuição pode ser sentida pelo intelecto - pode-se notar que algo aconteceu - mas não se pode explicar, porque a explicação precisa da causalidade. A explicação significa responder à pergunta de onde a intuição vem, por que vem, qual é a causa. E ela vem de algum lugar, não do intelecto propriamente dito - logo, não há causa intectual. Não existe uma razão, uma ligação, uma continuidade dentro do intelecto. 
A intuição é um campo de ocorrência diferente, que não se relaciona ao intelecto de maneira nenhuma, embora possa penetrar o intelecto. Deve-se entender que uma realidade superior pode penetrar uma realidade inferior, mas a inferior não consegue penetrar a superior. Assim, a intuição pode penetrar o intelecto porque ela é superior, mas o intelecto não pode penetrar a intuição porque ela é inferior. 
É exatamente como a sua mente poder penetrar o seu corpo, mas o seu corpo não pode penetrar a mente. O seu ser pode penetrar a mente, mas a mentenão pode penetrar o seu ser. É por isso que, se você entrar no ser, você terá de separar tanto do corpo quanto da mente. O corpo e a mente não podem penetrar um fenômeno superior.
Quando você ingressa numa realidade superior, o mundo de ocorrências inferior tem que ser deixado para trás. Não existe uma explicação do superior no inferior, porque os próprios termos da explicação não existem ali; eles não fazem sentido. Mas o intelecto pode sentir a lacuna, pode reconhecer a lacuna. Ele sente que "aconteceu algo que está além de mim". Se até mesmo esse termo puder ser feito, o intelecto terá feito muito.
Mas o intelecto também pode rejeitar o que aconteceu. É isso que significa ter fé ou não ter fé. Se você sente o que não pode ser explicado pelo intelecto não existe, você é um "não-crente". Então vai continuar nessa existência inferior do intelecto, atado a ele. Assim você recusa o mistério, não permitindo que a intuição se comunique com você.
Um racionalista é assim. O racionalista não vai nem mesmo ver o que surgiu algo do além. Se você é educado racionalmente, não admite o superior; você vai negá-lo, você vai dizer: - Não pode ser. Deve ser imaginação: deve ser um sonho meu. A menos que eu possa prová-lo racionalmente, não aceito. A mente racional se fecha, encerrada dentro dos limites da razão, e a intuição não pode penetrar. No entanto, você pode usar o intelecto sem ser fechado. Então, pode usar a razão como um instrumento, permanecendo aberto. Você está receptivo ao superior; se algo acontecer, estará receptivo. Então poderá usar o seu intelecto como um auxiliar.  Ele observa que "aconteceu algo que está além de mim". Ele pode ajudar a entender essa lacuna.
Intuição, Cultrix, isbn 978-85-316-0782-0.

domingo, 18 de abril de 2010

Ivete e Rosa

Ivete me supreende, mostrando aqui ao lado de Rosa Passos a sua qualidade. Duas lindas vozes que combinam.

sábado, 17 de abril de 2010

Admiração

Muitos entre nós adoram ser admirados, porquê essa necessidade? Vem de onde? Não será bem melhor não ter essa necessidade  - ou pelo menos não tanto - ? Aqui algumas frases sem papas na lingua, tiradas do 'Espiritualidade A a Z'.

Nós queremos ser admirados porque não temos respeito por nós próprios. Logo desde o princípio, somos condenados pelos nossos pais, professores, padres, políticos, toda a ordem estabelecida. A mesma observação é continuamente repetida a todas as crianças: «Aquilo que estás a fazer não está certo. Tu estás a fazer aquilo que não deve ser feito e não estás a fazer o que deve ser feito.» Directa e indirectamente, dão a cada criança a impressão de que não é verdadeiramente querida, que os seus pais estão cansados, de que de alguma maneira ela está só a ser tolerada, que ela é um aborrecimento. Isto cria uma ferida profunda em cada um de nós. Para taparmos essa ferida, procuramos a admiração.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sucesso

Como é relativo ter 'sucesso'. Obrigaram-me a olhar para dentro, isso foi bom, embora doesse ao princípio. Assim, saí de mim, olhei para o meu ser e avaliei com o coração o meu relativo 'sucesso'. Daí, um pequeno texto mais a fundo sobre este tema.

Se pensa de mais no sucesso, vai estar constantemente a pensar no falhanço também. O sucesso e o falhanço não podem ser separados. Eles vêm juntos no mesmo pacote. Portanto, se está a pensar no sucesso, algures no fundo vai ter medo de falhar. Quem sabe, se vai conseguir ou não?

O sucesso leva-o ao futuro, é um jogo de ganância, uma projeção do ego, é ambição. E o medo também o abala, fá-lo tremer. A possibilidade de falhar fá-lo vacilar. E com esta vacilação, com esta ganância, com esta ambição, com tudo isto, o seu trabalho vai tornar-se confuso; estará a trabalhar aqui e a olhar para ali. Vai estar a andar ao longo de uma estrada e a olhar algures lá longe, para o céu. Como é que poderá ter sucesso?
Do 'Espiritualidade A a Z'

Profundeza, realismo e água límpida


Lendo um livro da Teresa Guerra sobre 'Crianças Indigo' cheguei ao Sr. Osho que a saber nunca escreveu um livro nem mesmo quando ele era prof. univ. As suas conversas foram gravadas e coladas em livros após o seu falecimento.
A vida do Sr. Osho não me interessa muito, o que vale para mim é o realismo a profundeza de suas 'mensagens'. Como não sou fanático, nunca seria directamente um seguidor de alguém a não ser o meu respeito pela natureza por Deus sem intermediários.  Quando leio o conteúdo das palestras de Osho, reconheço imenso comparando com o que já nasceu comigo. Existe conteúdo nas páginas que leio que preciso de interiorizar com calminha; não consigo alcançar de imediato a sua profundeza 'deixo de molho'. Depois de um tempo elas vêm ao de cima, vêm novamente ter comigo e na sua maioria a coisa fica clara como água límpida. Vejo como uma essencia do meu crescimento, só isso.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Materialismo

Como é viciante ler, principalmente quando sentimos que 'o céu entra por nós a dentro', Aqui mais um pouco sobre um tema mais que actual.

Não crie qualquer espécie de antagonismo entre o materialismo e a espiritualidade - eles andam juntos, tal como o corpo e a alma. Mantenha-se materialista e use o seu materialismo como uma passagem para a espiritualidade.
Esta ideia cria muita confusão na mente das pessoas, porque sempre lhes ensinaram que a pobreza é algo espiritual. Isto é um disparate absoluto.  A pobreza é a coisa menos espiritual do mundo. Um homem pobre não pode ser espiritual. Ele ainda não foi desiludido pelas riquezas, portanto, como é que ele poder ser espiritual? É necessário uma grande desilusão, uma grande desilusão com o mundo exterior; nessa altura, você volta-se para dentro. O virar-se para dentro surge apenas quando a pessoa está absolutamente desiludida por saber que não há nade nele; existem apenas bolhas de sabão, experiências momentâneas. Elas prometem muito, mas não dão nada e, no fim, só deixam o vazio nas suas mãos.
Do 'Espiritualidade de A a Z'

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Ego

Muito se fala nele, nós misturamos confundimos o ego com o nosso 'Eu' nosso 'coração'. Eu depois de entender o que é o ego (conforme visão de Osho e reconhecido e sentido por meu coração) fiquei mais leve, sentindo mais o meu centro e isso é bom demais. Aqui uma primeira descrição do 'ego' tirado do Espiritualidade de A a Z.

Toda a gente nasce sem ego. Quando uma criança nasce, ela é simplesmente consciência: flutuando, fluindo, lúcida, inocente, virgem. Não existe ego. A pouco e pouco, o ego é criado - pelos outros. O ego é o efeito acumulado das opiniões dos outros. Alguém chega, um vizinho, diz «que linda criança» e olha para a criança com um ar muito aprovador. Agora o ego começa a funcionar. Alguém sorri, outro alguém não sorri; às vezes a mãe é muito amorosa, outras vezes ela está muito zangada. E a criança começa a aprender que não é aceite tal como ela é. Ela não é aceite incondicionalmente. Se ela grita e chora quando há visitas em casa, a mãe fica muito zangada. Se ela grita e chora quando não há visitas, a mãe não se importa. E se ela não grita nem chora a mãe recompensa-a com um beijo carinhoso e uma carícia. Quando as visitas lá estão, se ela consegue permanecer sossegada, a mãe fica imensamente feliz e recompensa-a. Ela está a aprender a opinião dos outros acerca de si mesma; ela está a olhar para o espelho do relacionamento.


O leitor não consegue ver o seu rosto directamente. Tem de olhar para um espelho. Esse reflexo torna-se a sua ideia do que é o seu rosto, e há mil e um espelhos ao seu redor. Todos eles o reflectem a si. Alguém o ama, alguém o odeia, alguém o acha indiferente. E, a pouco e pouco, a criança cresce e, à medida que cresce, vai acumulando as opiniões dos outros. A essência total das opiniões dos outros é o ego. E assim ela começa a olhar para si mesma da maneira como os outros olham para ela. Começa a olhar para si mesma do exterior - é isso que é o ego. Se as pessoas a apreciarem e a aplaudirem, ela vai pensar que é perfeitamente bonita, completamente aceite. Se as pessoas não a aplaudem e não a apreciam, mas em vez disso a rejeitam, ela sente-se condenada.
Então vai à procura de maneiras de ser apreciada, para se assegurar repetidamente de que tem valor, sentido e significado. Então torna-se receosa de ser ela mesma. Ela tem de se adaptar à opinião dos outros.


Se abandonar o ego, subitamente vai tornar-se uma criança outra vez. Agora já não está preocupado, com aquilo que os outros pensam a seu respeito, já não vai prestar atenção àquilo que os outros dizem a seu respeito. Já não está preocupado, nem um bocadinho. Agora deixou cair o espelho. É inútil - você tem a sua cara, porquê perguntar ao espelho como é que ela é?

domingo, 11 de abril de 2010

Não aterrar, seguir para Minsk!

Sábado passado toda a região se encontrava num nevoeiro cerrado inclusive a Floresta de Katyn que rodeia parte do aeroporto militar de Smolensk (Russia Este); onde também em 1940 a polícia secreta de Josef Stalin sistematicamente executou milhares de militares e intelectuais polacos.
Embora a torre de comando do aeroporto tivesse aconselhado um desvio do avião para o aeroporto de Minsk, o piloto que é o máximo responsável pelo avião e sua segurança negou o conselho e já se encontrava na 4ª tentativa de aterragem quando o avião caíu, batendo com a asa numa árvore. Mortos foram 96. O avião encontrava-se tecnicamente como  novo. A bordo encontravam-se 'altas personalidades' polacas, entre outras o chefe maior das forças armadas, o presidente Kaczynski e sua esposa.


Caso fossem para Minsk (350-400km) chegariam atrasados ao destino. Atrasados à cerimónia, ao almoço e por aí fora. Concerteza que o piloto confiante das suas qualidades e experiência quis (?) mostrar que era um 'bom piloto' e não se deixar intimidar pelo nevoeiro e o equipamento a bordo permitia aterrar práticamente às cegas seguindo a ciência, a técnica.
Provavel que havia de uma ou outra forma pressão no piloto para aterrar ali.  Auto confiança em demasia? Falta de consciência de sua responsabilidade deixando o seu ego decidir?
Para terminar, a torre de comando do aeroporto 'se' tivesse trocado a frase  'aconselhamos seguir para Minsk' em  'NÃO ATERRAR, SEGUIR PARA MINSK!' As vidas seriam salvas por uma simples frase.  Pois, mas isto é falar após ter acontecido.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Amazônia e os mauzinhos

O nosso planeta é aquele cantinho minusculo no universo que nos acolhe. Ao meu ver é bem bonitinho. Na verdade é a nossa casa. Por esta e outras razões não é nada demais cuidar e ter respeito do nosso querido planeta. Aqui segue um 'grito de ajuda' sobre algo que está acontecendo na Amazônia ...

Caros amigos,


A Chevron, gigante do petróleo poderá perder um processo histórico por despejar lixo tóxico na Amazônia -- vamos ajudar o povo da floresta a vencer nos tribunais da opinião pública e da lei. Ajude a pressionar o novo CEO da Chevron a reparar os danos ambientais causados e acabar com o lobby sujo:

Uma longa batalha judicial entre a Chevron e o corajoso povo indígena da Amazônia Equatoriana está quase chegando ao fim. Os indígenas vem tentando conseguir uma resposta da multinacional em relação aos bilhões de galões de substâncias tóxicas despejadas na floresta.

Se a Chevron for obrigada a pagar bilhões em danos, o caso irá sinalizar o fim da impunidade para empresas poluidoras do mundo todo. Com uma perda iminente, a Chevron lançou uma agressiva campanha de lobby para abafar o processo.
O novo CEO da Chevron, John Watson, sabe que a marca da empresa está ameaçada – então vamos fazer a nossa parte! Assine a petição pedindo para o Watson e a Chevron limparem a sujeira que deixaram no Equador. A petição será entregue a eles, aos acionistas a à mídia americana – clique no link abaixo para agir agora:  http://www.avaaz.org/po/chevron_toxic_legacy/?vl
Nos últimos anos, processos civis como este têm ajudado a mudar as políticas de algumas das maiores corporações do mundo. No entanto, a maior parte das multinacionais de petróleo gasta milhões de dólares todo ano em lobby e relações públicas para mudar leis ambientais e negar suas responsabilidades ambientais e de direitos humanos – e a Chevron é uma das piores.
De 1964 a 1990, a Texaco, pertencente à Chevron, despejou bilhões de galões de lixo tóxico na Amazônia Equatoriana e depois foi embora. Encarando uma derrota nos tribunais, a Chevron tem feito uso de seu poderoso lobby e departamento de relações públicas para intimidar seus críticos a ficarem em silêncio e se esquivar da culpa pelo enorme desastre ambiental e humano causado pela empresa.
A Chevron disse várias vezes que se recusa a pagar pela limpeza da região, mesmo obrigados pelo tribunal, dizendo que lutarão até o fim. A sua última estratégia: pressionar o governo dos Estados Unidos a obrigar o governo equatoriano a abandonar o caso.


Nós não podemos permitir que a Chevron esculache a justiça – vamos gerar um apoio em massa aos povos da floresta , ajudando-os a ganhar esta batalha. Clique aqui para assinar a petição e ajudar a entregar pessoalmente esta mensagem ensurdecedora ao novo chefe executivo da Chevron:
http://www.avaaz.org/po/chevron_toxic_legacy/?vl


Cidadãos do Equador e ao redor do mundo estão se unindo contra uma das empresas mais sujas do mundo. Se ganharmos, isso será mais um passo para um futuro de responsabilidade corporativa, de direitos humanos e ambientais. Vamos juntar nossas vozes e divulgar essa campanha!
Com esperança e determinação,
Luisa, Paula, Benjamin, Pascal, Paul, Alice, Ricken, Graziela e toda a equipe Avaaz


P.S. Essa campanha faz parte de uma iniciativa maior liderada pela Amazon Watch, Rainforest Network e outros aliados de direito ambiental e de direitos humanos ao redor do mundo. Saiba mais: http://www.texacotoxico.org/ 

quinta-feira, 8 de abril de 2010

De Mãe para Mãe

INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO).
*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um noticiário na TV:

De mãe para mãe...
'Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, menor, infractor, das dependências da prisão de Custoias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os média deram a este facto, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONG's, etc...


Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero, com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.


Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias ao seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia...
Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se encontrava cumprindo pena por ser um criminoso.


No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas 'Entidades' que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto, e talvez indicar quais "Os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço "por favor":
Faça circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sem Destino


Muito é escrito, muito é copiado, somos injetados com inúmera informação até ao ponto de não a lemos mais. Temos dificuldade em selecionar a informação que realmente precisamos. Este pequeno texto, copiei da parte do Posfácio do livro 'Intuição' (isbn 978-85-316-0782-0) divido com os interessados visto que ensina e explica sobre um tema que acho de valor comum: 'destino'  'orientação' e por aí fora...
A distinção é muito sutil, mas é a mesma distinção que há entre a mente e o coração, que há entre a lógica e o amor, ou mesmo, mais adequadamente, que há entre a prosa e poesia.
Um destino é uma coisa muito nítida; uma orientação é muito intuitiva. Um destino é algo fora de você, como se fosse um objeto. Uma orientação é uma sensação interior; não um objeto, mas a sua própria subjetividade. Você pode sentir a orientação, mas não pode conhecê-la. Você pode conhecer o destino, mas não pode senti-lo. O destino está no futuro. Uma vez definido, você começa a conduzir a sua vida na direção dele, guiando a sua vida para ele.
Como pode você definir o futuro? Quem é você para definir o desconhecido? Como é possível estabelecer o futuro? O futuro é o que não é conhecido ainda. O futuro é uma possibilidade aberta. Ao estabelecer um destino, o seu futuro não é mais futuro, porque não está mais aberto. Agora você escolheu uma alternativa entre muitas, porque quando todas as alternativas estavam abertas era futuro. Agora, todas as alternativas foram descartadas; só uma alternativa foi escolhida. Ela não é mais futuro, ela é passado.

Quando você define um destino, é o passado que está definido. A sua vivência do passado, o seu conhecimento do passado é que decidem. Você mata o futuro - então você repete o seu próprio passado,  talvez um pouco modificado, um pouco mudado aqui e ali, de acordo com a sua comodidade, a sua conveniência. Repetindo, reformado, mas ainda assim ele deriva do passado. Essa é a maneira de se desencaminhar o futuro: definindo o destino, perde-se o caminho para o futuro. Assim a pessoa torna-se morta, começa a agir como um mecanismo.
A orientação é algo vivo, momentâneo. Ela não conhece o futuro, não conhece o passado, mas ela pulsa, vibra aqui e agora. E a partir desse momento pulsante, o momento seguinte é criado. Não por  alguma decisão de sua parte  - mas simplesmente porque você vive este momento e vive-o totalmente, e ama esse momento integralmente, a partir dessa integridade o momento seguinte nasce. Ele vai ter uma orientação. Essa orientação não é dada por você, não é imposta por você; é espontânea.
O destino é fixado pela mente; a orientação pertence à vida. O destino é lógico.....

terça-feira, 16 de março de 2010

Felicidade



É um tema que carregamos dia à dia, daí que descrevo aqui o que o Sr. Osho falou; é de uma profundidade realista impressionante.

Descubra sempre alguma coisa para ficar feliz. A vida é curta, e a felicidade é muito difícil, por isso não perca nenhuma oportunidade para ser feliz. Normalmente, continuamos a fazer o oposto: não perdemos uma oportunidade para sermos infelizes.
Ser feliz é um grande talento. Grande inteligência, grande consciência, é quase ser um génio para ser feliz. Ser infeliz não é nada. Até as pessoas mais estúpidas são infelizes.
É muito fácil ser infeliz,  porque toda a mente vive através da infelicidade. Se o leitor permanecer feliz por um longo período, a sua mente começa a desaparecer, porque não há ligação entre a felicidade e a mente. A felicidade é do além.

terça-feira, 9 de março de 2010

The Lighthouse


There is a storm in the distance,
The wind breathing warning of it's imminence.

There is a lighthouse five hundred yards down;
You and I will be safe there.

There is a girl who haunts that lighthouse.
She saved me, I was swimming,
So young I almost drowned.

Under the water she sang a story
Of losing her lover-
She calls a warning...
Love, you are foolish, you're tired;
Your sleeplessness makes you a liar.

The city is burning,
The ocean is turning,
Our only chance is the lighthouse.

Stock

domingo, 7 de março de 2010

Feminino

Podia escrever um texto sobre como a mulher é especial. Optei por um texto do livro 'Espiritualidade de A a Z' para uma reflexão mais profunda sobre o 'feminino' o que eu não facilmente conseguiria fazer. Na minha opinião a mulher não tem que emitar o homem porque assim ela própria se tornava como o homem com os mesmos métodos, mesmos medos. A mulher tem caracteristicas naturais próprias, a sua beleza salienta-se mais quando ela usa a sua própria unica natureza e isso faz toda a diferença. JFS.

"Respeite o feminino  - é mais elevado, com certeza mais elevado do que as qualidades masculinas, mas a mente chauvivnista masculina é incapaz de o aceitar. Por um complexo de inferioridade, a mente masculina tentou reprimir a feminina, e é claro que, como o macho é agressivo, violento, destruidor, ele pode reprimi-la. O feminino é receptivo, rende-se; ele sabe como deixar passar, sabe como se ajustar, por isso conseguiu ajustar-se mesmo à atitude chauvinista masculina.
Todo o passado da humanidade é feio, pela simples razão de que nós não deixámos as qualidades femininas desabrocharem.
Portanto, torne-se cada vez mais receptivo, sensível, criativo, amoroso, dançarino, cantor  - e é desta forma que se vai tornar cada vez mais meditativo. E quanto mais meditativo for, mais qualidades femininas descobrirá a desabrocharem dentro de si."

sábado, 6 de março de 2010

Quando as borboletas voam

Por Fabiana Barros *


Quando as borboletas voam, os sonhos se transportam da alma para o coração, os ventos deixam de soprar numa única direção, a vida cresce e o amor floresce nos detalhes. Nos intervalos, se elevam os valiosos pensamentos, o discernimento, as boas lembranças, a esperança talhada numa escultura de madeira.

O homem que sonha vive com mais intensidade e não acredita numa só verdade, ele ama em todas as direções, com todos os ângulos da alma como se possuíse vários corações. E sem medo de prosseguir, ele segue com fé e determinação.

O vento que sopra lá fora parece direcionar o amor para que ele invada qualquer lugar sem distinção. Num vagão de um trem sem destino, nos olhos de um menino, nas espumas do mar enfeitadas com a brancura de um véu salgado, na vaidade dos lábios de uma mulher, no ventre que espera pacientemente pela vida, pela presença de uma criança. Na dança dos corpos, de braços e, também, das folhas secas que anunciam a chegada da chuva. Na colheita da uva, na degustação de um bom vinho, no ninho de um belo passarinho no alto de uma linda árvore. O amor se expõe nos detalhes, pousa nas vírgulas e revela seus mais belos ensinamentos nos questionamentos que, às vezes, o homem não consegue compreender, ou mesmo, responder de imediato.

O amor pode ser encontrado atrás de uma coxia de um antigo teatro, no segundo ato de uma encenação, na canção de um poeta apaixonado. Nos sapatos transparentes de uma menina, nas páginas de um romance, num piscar de olhos e nas palavras embutidas na intimidade de uma folha de papel. No mel que adoça os pensamentos e as reflexões, no pulsar dos corações, numa tela de cinema, nos passos apressados de uma adolescente ansiosa pelo despertar do primeiro beijo. Na fatia de um delicioso queijo com goiabada, compartilhado numa mesma garfada, dividida por um casal apaixonado. No compasso de uma música, nos acordes de um violão, na mão espalmada esperando por um leve toque que a conceda o valor de um perdão.

O amor pode estar em qualquer lugar e para vê-lo é preciso deixar o coração acordar para mais uma direção, pois ele poderá estar tanto no norte como no sul. E as borboletas podem ajudar a mostrar, a divulgar os passos desse menino travesso e generoso que transforma o homem num ser inesquecível e poderoso.

Esteja atento aos detalhes que a vida concederá a você, leitor, pois nesse exato momento o amor pode ter pousado nos seus cílios enquanto você lê o texto, ou mesmo ter descansado nas pálpebras dos seus olhos quando você dormia e sonhava com o amanhã que ainda nem faz parte do seu presente. Ele, o amor, sente a pulsação do destino, ele entoa o hino que embalará a emoção, a direção do coração, como se fosse um vento que transporta gerações e pensamentos para qualquer lugar, fazendo do passado, presente e ligando o presente a doçura de um futuro que ainda esta para chegar. Assim é o amor, doce, delicado e pode ser encontrado tanto nas asas de uma borboleta colorida como na árvore florida que você plantar no seu coração.

* Fabiana Barros é jornalista, atriz, escritora, roteirista de teatro e tv e assina coluna em vários sites da Internet.

Coragem

Haja coragem pra se fazer ou não, muita coisa nesse mundo velho sem porteiras. Na crise cruel de falta de hombridade e lisura ninguém fala em corruptores. Os diabos padrinhos dos corruptos em qualquer escalão.
As seduções que aumentam a lista sem fim dos maus-caracteres partem de atos prosaicos aos mais cabeludos. O que não dirime nem desculpa a caída em tentação. Ser honesto, bom e transparente garante o sono tranqüilo, a cabeça erguida e a satisfação pessoal.

Muita coragem para...
Levantar-se com o sol, chuva ou frio, cumprir feliz as tarefas do dia-a-dia e dar graças a Deus pelas graças recebidas e tão pouco agradecidas.
Enfrentar os maus pedaços, juntá-los com complacência, aceitação, fé, e esperança de amanhãs mais suaves.
Cuidar da saúde preventiva, alimentando-se com prudência, mexendo-se em exercícios físicos e praticando o senso de humor.
Ser pai, mãe, filho, parente, amigo, o que é um desafio à exigência dos relacionamentos atuais.
Abrir a mão e coração a quem precisa tanto de pão como de amor.
Gastar reservas acumuladas, em favor do bem estar pessoal, porque a vida não espera a avareza madrasta, que tranca cofres e chances de ser feliz.
Aplaudir em vez de vaiar quem vai à luta, supera obstáculos, e acumula vitórias.
Contentar-se com o que se tem e dar-se conta de que é muito mais do que as fantasias invejosas contabilizam nos balanços da vida dos outros.

Nasci corajosa com a graça de Deus. De medos quero distância. Ai, se não fosse a força indômita para roçar florestas e encontrar meus caminhos.
Mais uma vez, saí sozinha, mundo afora sem problema algum. Como teria na lindeza de Portugal?
Casais jovens também foram e as mulheres espantavam-se, chamando meu corriqueiro ir e vir além mares, de ousadia: “Como você tem coragem de sair pro mundo desse jeito”. Divertida respondia-lhes: Que diferença faz estar sozinha em qualquer lugar?
Retoricamente. A facilidade de comunicação e o deslumbramento com o ser humano multiplicam gente à minha volta. Coragem e fé. A parelha perfeita para se degustar o banquete de viver.


* Vilma Cunha Duarte, natural de Araxá, Minas Gerais, é escritora, poetisa, formada em Letras: Língua e Literatura Brasileira, Portuguesa e Inglesa e tem passagem de estudos no exterior, notadamente na Europa, sua velha conhecida. 

sexta-feira, 5 de março de 2010

O momento da viragem


''Depois de um período de decadência surge o momento da viragem. A forte luz rejeitada, volta novamente. Existe movimento mas não causado por uma força....
O movimento é natural surge por si. Por isso, a transformação do velho acontece mais facil. O velho é banido e o novo guiado para a frente. Ambas acções descendem de acordo com o tempo; por isso nada se danifica''
I Ching.
'Het Keerpunt' Fritjof Capra
Tradução: JFS

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Explicação da pele















Porquê a pele? - perguntou ela,
porque - respondo incrédulo -
É na pele que respira a poesia,
é na pele que a chuva fria arrepia...
é na pele que o sol queima e
onde o sal do mar teima,
é na pele que se sente a vida,
e ela, pouco convencida:
 - sim, amor, mas porquê a pele?
Porque é na pele que te amo,
te devoro sem engano...
é na pele que o sonho vibra,
é lá que dói a batalha perdida!!
Porque é na pele, minha querida,
que faço minha, a tua vida...
me confundo em ti, amor
e me misturo no teu suor...
Porque é na pele que sinto teu beijo,
nela vive o quanto te desejo...
Porque é na pele, meu amor,
que escrevo as letras da vida!!!

de Olivia Santos
(Poetry Café)

O que foi vivido jamais se perderá


Inicialmente, vemos qualquer novidade como mais uma diversão. Aos poucos, essa novidade passa a ser compreendida - e então esquecemo-la. No entanto, à medida que a esquecemos, ela penetra no nosso inconsciente, e faz-nos um pouco diferentes do que éramos antes.
Tudo o que já foi vivido por nós jamais se perderá. Não consigo pensar num fim para nada nesta Terra. Então, por que tentar entender o princípio?

(22 de Maio de 1920)
Kahlil Gibran 'cartas de amor do profeta'

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Máquinas

“Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.” 
Charles Chaplin.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Liberdade


A visão do Sr. Osho transcrita resultante de uma das palestras:

A liberdade é maturidade; a permissividade é muito infantil. A liberdade só é possível quando a pessoa é tão íntrega que pode tomar a responsabilidade de ser livre. O mundo não é livre porque as pessoas não têm maturidade. Os revolucionários têm feito muitas coisas ao longo dos séculos, mas todos falham. Os utópicos têm pensado continuamente em como libertar a humanidade, mas ninguém se importa, porque o homem não pode ser livre, um Mahavira, um Cristo um Maomé, um Zaratustra pode ser livre, porque liberdade implica ser consciente. Se o ser humano não for consciente, então o estado é necessário, o governo é necessário, a polícia é necessária, o tribunal é necessário. Então a liberdade tem que ser cortada em toda a parte. Então a liberdade existe apenas de nome; na realidade não existe. Como é que a liberdade pode existir quando os governos existem? É impossível. Mas o que fazer?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A cidade e a bicicleta


Vamos ser positivos, acreditar que os 'patrões' da cidade são pessoas cultas, rodeados por equipes de trabalho criativas,  pessoas que desejam o bem estar da sua cidade. Frente á situação ecológica em que vivemos, todas as medidas são tarde demais mas ainda existe uma luz distante que dá esperança. Por onde começar? O que se devia fazer?
- Uma lei que ditasse claramente que o ciclista tem sempre razão em qualquer conflito e ou acidente na via publica salvo havendo testemunhas que testemunhem o contrário.
- Adaptação das presentes vias da cidade, no sentido de haver uma faixa claramente assinalada onde os ciclistas devem transitar em segurança. 
Conclusão: a cidade com metade dos carros, menos acidentes, menos poluição e um mundo de bicicletas incluindo eléctricas. E por fim uma industria automóvel a ser obrigada a produzir os tais carros eléctricos ou melhor, carros movidos com energia não poluidora 100%.

360 graus

De vez em quando vejo tv leio jornal.  A história sempre se repete, politica e futebol e pouco mais. O que tem que mudar? Pensando um pouco surge-me um filme de virar de avesso a presente sociedade. Não derepente, mas assim de mançinho. Na realidade isso já está acontecendo ao ritmo da Terra e não ao ritmo da nossa mente.

A 'organização politica' devia se revolucionar a si própria e até de receber outro 'nome'. Regras sistema de funcionamento completamente diferentes que as actuais, uma mudança de 360 graus. Onde regras e funcionamento são transparentes, limpas e com o objectivo de servir unicamente a humanidade e não interesses pessoais ou dos mais 'poderosos'. Assim também virar de avesso o sistema judicial , neste momento baseado em livros antigos, com leis corruptas usadas por vezes há mais de 900 anos.
Outro importante sector a revolucionar é a Educação. Com base em critérios da capacidade da inteligencia natural e criatividade em vez da capacidade de memória da mente como é basicamente no presente.

Olhando mais, vejo as 'super' organizações mundiais a serem lideradas pelos países mais ricos e ou por vezes com alguma camuflagem de terem um presidente de um país pequeno que funciona na verdade como marioneta. No facto são mentes sofisticadas manipuladoras que durante o decorrer do tempo criaram sistemas de controlo. Somos prisioneiros de nós próprios.
Mas como revolucionar o que tem que ser revolucionado? Como sair desta auto-prisão sofisticada? Pois este processo só pode ser guiado por pessoas naturalmente inteligentes, criativas, que já nasceram inteligentes, com coragem de ação e à partida não por pessoas que tiveram as notas mais altas na universidade e ou super astuciosos.
A coisa está feia, aqui na Ibérica o desemprego vai aumentando, não vai parar por este caminhar. A presente resolução de problemas apresentada é baseada em ideias tradicionais sem criatividade, corruptas até,  que não vão resolver os problemas de hoje, reais, crescentes, das maiorias, unicamente solidam o funcionamento das instituições e seus lucros.