quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Esquema de Vigarice

ESQUEMA DE VIGARICE 

Aqui têm a prova do esquema de vigarice lançado pelos governantes portugueses e a Troika formada pela UE, BCE e FMI para roubar o povo português, aumentar os impostos e liquidar os serviços públicos:
A dívida pública (em milhões de euros);
2011 - 174.895
2012 - 196.146
2013 - 207.624
Juros especulativos pagos pelos contribuintes portugueses (em milhões de euros);
2011 - 6.881
2012 - 7.523
2013 - 7.276
Total = 21.680
Juros que se pagariam à taxa de 0,75% cobrada pelo BCE aos bancos (em milhões de euros);
2011 - 1.312
2012 - 1.471
2013 - 1.557 
Total = 4.340
(Fonte: Relatório do Orçamento do Estado 2013)
Em apenas três anos, os contribuintes portugueses pagarão 21.680 milhões € de juros pela divida pública portuguesa. No entanto, se tivessem da pagar a taxa de juro que é cobrada pelo BCE nos empréstimos que concede à banca privada (apenas 0,75%), Portugal pagaria apenas 4.340 milhões €, ou seja, menos 17.340 milhões €, por outras palavras, o BCE empresta à banca privada a uma taxa de 0,75% para esta depois especular com a divida pública impondo pesados sacrifícios aos portugueses. 
Como já vários órgãos de informação incluindo o próprio presidente do BCE divulgaram a divida publica portuguesa tem sido um negócio altamente lucrativo para a banca, para os fundos especulativos e para muitos governos da União Europeia, como a Alemanha, que obtém empréstimos a uma taxa extremamente baixa emprestando depois a Portugal a uma taxa muito mais elevada. E tudo isto é pago com sacrifícios inauditos dos portugueses, em que o governo antes do PS e agora do PSD/CDS e a Troika são os instrumentos utilizados para impor isso.
Passos Coelho e Vítor Gaspar até se ufanam de não querer mudar esta situação de pura especulação, prestando-se a isso até com satisfação, e a nossa comunicação social mais os seus habituais comentadores empenham-se em técnicas clássicas de manipulação da opinião pública para que o povo se mantenha pouco informado de outras alternativas e soluções e continue sereno e resignado, comendo e calando.
Por isso e mais uma vez deixo a transcrição do alerta deixado pelos militares não submissos ao poder corrupto e apelo aos meus concidadãos que nos unamos e saiamos às ruas e praças para combater pela recuperação da nossa soberania já perdida para a ditadura do capital e em defesa do povo português que está sendo brutalmente saqueado e arremessado para um futuro de miséria e infelicidade...
"Portugal não tem sido respeitado entre iguais, na construção institucional comum, a União Europeia.
Portugal é tratado com arrogância por poderes externos, o que os nossos governantes aceitam sem protesto e com a auto satisfação dos subservientes.
O nosso estatuto real é hoje o de um protectorado? com dirigentes sem capacidade autónoma de decisão nos nossos destinos.
O contrato social estabelecido na Constituição da República Portuguesa foi rompido pelo poder. As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável. Condições inaceitáveis de segurança e bem-estar social atingem a dignidade da pessoa humana. Sem uma justiça capaz, com dirigentes políticos para quem a ética é palavra vã, Portugal é já o país da União Europeia com maiores desigualdades sociais.
O rumo político seguido protege os privilégios, agrava a pobreza e a exclusão social, desvaloriza o trabalho.
A linha política seguida pelo atual poder político deixou de refletir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril configurado na Constituição da República Portuguesa. O poder político que atualmente governa Portugal, configura um outro ciclo político que está contra o 25 de Abril, os seus ideais e os seus valores. 
Por isso apelamos ao povo português e a todas as suas expressões organizadas para que se mobilizem e ajam, em unidade patriótica, para salvar Portugal, a liberdade, a democracia e a soberania.
Mobilizemo-nos e revoltemo-nos!
Viva Portugal!"


(autor desconhecido)
 

domingo, 27 de outubro de 2013

“Desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento em Portugal e no Mundo”

A queixa, apresentada na PGR contra Cavaco, Passos e responsáveis por autorizarem um sistema bancário/monetário que impõe desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento.
 
A queixa foi apresentada há pouco mais de uma semana. Na Procuradoria-Geral da República (PGR) foi recebida, no dia 18 de Outubro. Foi apresentada porque existem “desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento”.
Ivo Margarido, empresário de 40 anos e residente na região de Leiria, disse ao Tugaleaks que “não há interesse em criar emprego em Portugal”.
 
O Tugaleaks foi conhecer um pouco mais da história por trás desta queixa e disponibiliza a queixa digitalizada para a leitura de todos os interessados no final desta página.
 
entrevistas denuncia  Cidadão apresenta queixa contra Passos, Cavaco e outros por fraude no sistema monetário
 

Apresentaste uma queixa por haver uma “falha” no sistema monetário. Achas que Portugal tem jurisprudência para julgar algo que se passa no mundo?

É uma pergunta pertinente. Por se tratar de uma queixa inédita em Portugal, não posso ainda afirmar qual será o desfecho, uma vez que não existe jurisprudência nesta matéria. A única via de alcançarmos um qualquer resultado passa pela queixa apresentada que desencadeará uma investigação esperando chegar a um julgamento. Refiro “esperando” porque julgo que a maioria dos portugueses já entendeu que o próprio sistema judicial está envolvido, o que poderá dificultar o adequado desenvolvimento do processo. Contudo, caso seja necessário, avançarei para os Tribunais Europeus.
Não há qualquer equívoco de que os mecanismos do sistema monetário, que são inconstitucionais, provocam consequências graves para toda a sociedade. Para além desta realidade, o sistema monetário viola também o código civil, não garantindo os depósitos efetuados nos Bancos.
Está dado o primeiro passo e em paralelo estão a ser desenvolvidas outras ações que vêm suportar esta iniciativa, designadamente apresentação de queixas contra as Instituições Bancárias.
 

A queixa foi apresentada apenas á Procuradoria-Geral da República ou também apresentada numa esquadra ou no Ministério Público?

De momento, a queixa foi apresentada somente na Procuradoria-Geral da República, estando a avaliar todos os outros meios a que possa recorrer. Caso se justifique, avançarei com a apresentação da queixa nas restantes Instituições.
 

Resumindo, qual é a “falha” em que a tua queixa se baseia?

De forma sintetizada, a queixa visa responsabilizar criminalmente os Órgãos de Soberania de Portugal pelo facto de autorizarem um sistema que lesa intencionalmente toda a população, sem porquanto criarem uma alternativa. Não agindo no sentido de salvaguardar os interesses dos cidadãos, conclui-se que têm sido coniventes com o sistema bancário ao ponto de permitirem o empobrecimento intencional do país. Mais se conclui, que ao abrigo dessa conivência têm violado grosseira e inadmissivelmente a Constituição da República Portuguesa.
A “falha”, que na realidade é uma fraude, incide no sistema de reservas fracionárias que provoca as crises, e consequentemente a falta de liquidez na economia, forçando empresas à insolvência, o que logicamente leva ao aumento do desemprego (daí resultando um acréscimo dos encargos sociais para todos os portugueses), à perda de propriedade (quer das empresas, quer dos cidadãos pelas penhoras contra si intentadas e, consequentes execuções que delas resultam), ao aumento de impostos e às privatizações, pondo assim em causa a própria subsistência dos cidadãos.
Na Europa, a taxa da reserva fracionária é de 2%. Assim, através desse sistema de reservas fracionadas, qualquer depósito efetuado permite aos Bancos criar 50 vezes o seu valor original (aplicando a fórmula do multiplicador monetário > cfr. dossier “A Fraude do Sistema Monetário”). Exemplo: 10.000 € x 50 = 500.000 €
Os Bancos criam dinheiro sem nada para o justificar, existindo um “vício de forma” que tem vindo a ser ocultado intencionalmente e é esse elemento da estrutura do sistema monetário que revela a sua natureza fraudulenta; trata-se da cobrança de valores que nunca existiram no stock de moeda; juros. No atual modelo, é este mecanismo que “seca” intencionalmente a economia; todo o dinheiro em dívida somado aos respetivos juros ultrapassa a totalidade existente em circulação, pois não há simplesmente dinheiro suficiente na economia para pagar todas as dívidas aos Bancos. Portanto, a incapacidade de pagar as dívidas e, por consequência, ter de ser requerida a insolvência empresarial e/ou pessoal não é uma fraqueza; é uma imposição do sistema bancário à sociedade como um todo.
Matematicamente, os incumprimentos, as falências, a perda de propriedade, o desemprego, o aumento de impostos, a perda de poder de compra, as privatizações, …,  são parte integrante e uma imposição do sistema monetário e será sempre a parte mais pobre da sociedade que sofrerá as consequências. O objetivo desta fraude é precisamente esse; transferir invariavelmente a verdadeira riqueza das pessoas para os Bancos, pois a impossibilidade imposta de pagar a hipoteca/empréstimo fará com que os Bancos penhorem e executem o bem, apropriando-se do mesmo.
Assim, o sistema monetário de reservas fracionárias não protege as famílias nem promove a independência social e económica dos agregados familiares. Fica patente que destrói os agregados familiares, destruindo ainda o Estado Social. Destrói o bem-estar económico e a qualidade de vida das pessoas que vivem neste país, em especial das mais desfavorecidas; promove a injustiça social, não assegura a igualdade de oportunidades, não corrige as desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento; não zela pela eficiência do setor público, violando claramente a Constituição da República Portuguesa, nomeadamente, no que diz respeito às tarefas fundamentais que cabem ao Estado.


Como pode ser corrigida esta “falha”?

É o sistema capitalista que deve ser repensado no seu todo. A ideia de que um Banco só é viável cobrando juros é falsa. É uma ideia cómoda para os Bancos do sistema capitalista (o nosso), pois permite que Bancos e investidores possam ganhar dinheiro a partir de dinheiro; não só com os empréstimos, mas também com outras aplicações financeiras.
Nada se diz, no mundo ocidental, acerca de outros sistemas bancários. Mas existem e funcionam. De facto, existe um sistema bancário baseado numa ideia simples e contrária: não se pode ganhar dinheiro a partir de dinheiro. Por outras palavras: os juros não são permitidos. Este é o sistema islâmico.
A atividade dos Bancos ocidentais, para além de ser a mais lucrativa e mais destrutiva do planeta, é criminosa. O sistema está massivamente falido e só resiste porque as pessoas são forçadas a aceitar cheques e cartões de crédito enquanto “dinheiro”, quando, na realidade, são apenas dados informáticos sem nada para os justificar.
A forma como a vasta maioria do “dinheiro” é posto em circulação (principalmente através de crédito concedido por Bancos Privados que emprestam dinheiro que não existe e cobram juros pelo mesmo), revela que a maior parte do “dinheiro” utilizado para ser trocado por bens e serviços foi criado como dívida.  É totalmente insano; é por isso que as já avultadas dívidas crescem a cada minuto que passa.
Grande parte da desregulamentação financeira promovida desde os anos 80 consistiu em dar aos bancos a maior das liberdades para o montante das suas reservas. Deste modo, a clássica norma de reservas em torno de 10% ou 20% foi reduzida a níveis de 1%, e mesmo inferiores, como aconteceu com o Citigroup, Goldman Sachs, JP Morgan e Bank of America, que, nos momentos mais sérios, afirmavam ter uma taxa de encaixe de 0,5%, com o qual o multiplicador (m=1/0,005) permitia criar 200 milhões de dólares com um só milhão em depósito. E no período da bolha, as reservas chegaram a ser inferiores a 0,001%, o que indica que por cada milhão de dólares em depósito real, se criavam 1.000 milhões do nada.
Esta foi a galinha dos ovos de ouro para a Banca. Uma galinha que era de todas as formas insustentável e que foi assassinada pela própria cobiça dos Banqueiros que se aproximaram do crescimento exponencial do dinheiro até que entrou em colapso, demonstrando que toda a ficção se asfixia na conjetura e nada é senão o que é. A solução que os bancos centrais ofereciam era muito simples: mal havia um aumento da inflação, elevavam a taxa de juro para assim encarecerem o crédito e bloquearem os potenciais novos empréstimos (cortando, desta forma, potenciais novos empréstimos) e incentivando, a taxas mais altas, o “aforro” seguro dos prestamistas.
Como são os Bancos que detêm o controlo sobre a criação do “dinheiro”, através dos empréstimos decidem se vai haver um “boom” económico ou uma depressão aumentando ou diminuindo a quantidade de “dinheiro” que emprestam à população. A diferença entre crescimento e depressão reside na quantidade de dinheiro vivo ou crédito disponível para fazer compras.
O sistema bancário sendo controlado pela “Elite Global” (um pequeno grupo privilegiado de pessoas), essa mesma “Elite” controla a economia de cada país e influencia as decisões dos “líderes” políticos e económicos que, ou não entendem como o sistema bancário e a criação de dinheiro realmente funcionam (a maioria), ou trabalham conscientemente com os que controlam o sistema, favorecendo-os e sendo compensados por isso.
No passado, 2 Presidentes dos Estados Unidos propuseram imprimir dinheiro que seria emprestado sem juros e começaram a implementar esse sistema de forma gradual. Um era Abraham Lincoln e o outro era John F. Kennedy. Ambos foram assassinados. Tais factos revelam a natureza dos interesses por detrás do atual sistema monetário.
É necessário entender a história da criação deste sistema para compreender que o atual cenário é intencional e foi planeado há muito tempo atrás. Convido à leitura do dossier “A Fraude do Sistema Monetário”.
Basicamente, a solução passaria por devolver ao dinheiro a sua função original, isto é, um meio que facilita as trocas e apenas isso, não devendo ser objeto de qualquer negócio.
 

Em Maio deste ano estiveste na Assembleia e foste “censurado”. Podes-nos contar o que aconteceu?

Estive em Maio e em Junho. Estas intervenções surgem na sequência de várias diligências e pedidos de audiência dirigidos a várias entidades políticas, nomeadamente à Presidente da Assembleia da República, Primeiro Ministro, Ministro da Economia, Ministro das Finanças, Ministra da Agricultura, …, sendo conveniente mencionar que todas foram ignoradas, por outras palavras, nenhum dos assuntos questionados obteve resposta. A lei é portanto clara. Aquelas entidades deveriam ter respondido mas os seus Gestores continuam a considerar o povo inculto e estúpido, julgando que todos continuam entretidos com novelas e demais programas sem interesse e vazios de conteúdo, e que não sabem defender-se.
Constatando o total desrespeito dos meus direitos (que são também os direitos de todos os portugueses) e perante os sucessivos incumprimentos das obrigações e deveres das entidades públicas designadamente em responder às questões/petições dos cidadãos, e pelo facto de ter esgotado todos os meios ao meu alcance para obter as respostas, decidi questionar aqueles que supostamente nos representam, enquanto cidadãos portugueses, diretamente na Assembleia da República. Perante as circunstâncias, estava apenas a exercer outros direitos que me são concedidos, a mim e a todos os cidadãos deste país, pela Constituição da República Portuguesa tendo ficado patente que não vivemos em democracia “coisíssima nenhuma” e que os nossos supostos direitos simplesmente não existem.
Fui impedido de questionar o Primeiro-Ministro e posteriormente fui alvo de retaliações. Já no exterior, esperavam-me jornalistas de vários meios (TV e imprensa) que imediatamente questionei; existe liberdade de imprensa em Portugal? É óbvio que não; alguns não hesitaram em confirmar tal facto e outros, apesar de não o afirmarem de viva voz, manifestaram a sua concordância através de gestos. Todos os assuntos que denunciei no exterior foram vetados pelos editores dos diversos meios pois incomodam os interesses instalados e colocam à luz do dia vários crimes e fraudes que prejudicam gravemente todos os cidadãos. Fui alertado para as fortes probabilidades de tal vir a acontecer. Não tive quaisquer dúvidas de que nunca seria feito eco dos assuntos denunciados, objeto de diversos pedidos de esclarecimentos dirigidos às diversas entidades públicas.
 

Achas que a democracia representa hoje em dia o cidadão?

Não existe Democracia e há muito que vivemos numa ditadura camuflada, sendo que em 1974 apenas se substituiu o modelo de uma ditadura assumida pelo modelo atual. Urge tomar consciência de que estamos inseridos num esquema de manipulação à escala mundial, avançando a passos largos para um regime totalitário também à escala global.
Temos Governos ilegítimos e basta observar como têm enganado os portugueses com programas eleitorais que não cumprem depois de eleitos. Todavia, os portugueses demonstram ter memória curta e continuam a votar em grupos que têm potenciado a destruição do estado social e do próprio país.
Eu pergunto; quem ainda acredita que é representado pelos Governantes? São eleitos através de um sistema que passa, para o povo, a ilusão de que realmente decide algo; uma vez eleitos decidem por si em prol das corporações que apoiam e raramente a favor dos cidadãos.
Todo o sistema assenta em sistemas implementados e apoiados pela classe política, sendo a maioria injustos e até fraudulentos. A corrupção está ao mais alto nível e nada acontece. Os crimes praticados pelos políticos permanecendo impunes.
A história da “revolução dos cravos” está mal contada; foi apoiada para implementar uma suposta “democracia” que viria a entregar Portugal à futura Federação de Estados da Europa. Quem governa Portugal nos dias que correm? BCE, FMI e demais instituições privadas e tal só aconteceu porque por cá temos traidores da pátria tais como Mário Soares e Cavaco Silva. Quem não se recorda por exemplo da destruição dos setores das pescas e agricultura pelo atual Presidente da República? Foi conivente com mecanismos que visavam tornar Portugal dependente da dívida. Qualquer pessoa é capaz de conferir estes factos através se simples cálculos matemáticos; é óbvio que ao fazer com que os portugueses deixassem de ser auto suficientes, até na própria alimentação, teriam que importar o que lhes faltaria, descapitalizando assim o país, o que obrigou a recorrer a empréstimos que culminaram na situação que Portugal hoje enfrenta. Tudo foi planeado.
Fico bastante preocupado, pois tais medidas foram implementadas por um Professor em economia, que continua a ocupar o mais alto cargo em Portugal e o povo continua sem reagir.
Deixo apenas um alerta, pois muito haveria a dizer sobre este assunto; para aqueles que ainda acreditam que a Nova Ordem Mundial é apenas teoria da conspiração, convido-os a investigar, a cruzar informação e a juntar as peças do puzzle. Concluirão que não há margem para dúvidas; tudo é intencional.


sábado, 21 de janeiro de 2012

Um texto esclarecedor sobre a ''crise''

Uma amiga enviou-me este texto em dezembro de 2008.


Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet,
sobre a crise mundial. 

"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?
É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.
Se quiser, repasse, se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo...


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

EUROPA HOJE



Uma guerra ideológica em que grupos económicos poderosos desejam controlar e gerir o mundo. Isto é só possível se nos deixarmos levar pela velocidade das coisas à nossa volta. A divisão entre as pessoas é o maior inimigo desta maioria que somos todos nós (lembram-se do caso Gandi na India e os Ingleses?)
As armas escolhidas pelo 'inimigo' invisível já estão em funcionamento há muito. Entre muitas:
 'sistemas com métodos sofisticados para influir e manipular' . O grupo-alvo mais importante são os governos dos países mais vulneráveis porque são estes que controlam a sociedade além disso são estes os que mais gastam. Claro, a ambição destes meninos governantes protegidos pelo próprio sistema (corrupto em si) é tanta que andaram a jogar anos e anos 'à cabra cega' (será?) com o jogo perdido à partida enchendo os bolsos via práticas corruptas e pondo os estados cada vez mais dependentes financeiramente
.

Inimigo desta 'minoria invisível' a Internet parece ser um instrumento poderoso hoje acessível aos mais pobres, não é por acaso que existe há algum tempo pressão para que sejam implantadas regras e taxas para o acesso à Internet. 

'Unidos e solidários somos invenciveis' 






sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Castanhas quentes

''Inverno de castanhas quentes''

Um País que não sabe cuidar de seus pobres, não sabe cuidar dos seus idosos, não sabe dar à sua juventude o que ela realmente precisa, um país enfim que eu só posso colocar num saco chamado 'tristeza'. Existe outro saco chamado 'a alma deste povo da minha terra' existe sempre luz, muita luz, e milagres também existem de vez em quando. A alma deste povo que mesmo explorado há séculos, tem o Fado, a sua tristeza ao lado de sua alegria,  as suas tradições. Este rico Povo ...
 

domingo, 23 de outubro de 2011

Um longo túnel

Acordei com o sentir de que a curta vida é como uma viagem a alta velocidade através de um longo túnel. Com algumas estações onde entra e sai gente. O fim? Realmente não me interessa.

Abraço, Brenda.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Transformar Pedras em Flores



O passado deve ser  uma aprendizagem que nos ajuda a crescer interiormente seja lindo seja ou o que tenha sido.  Ajuda a estarmos no  presente mais conscientes e para hoje sermos felizes. A felicidade real existe se for sentida no presente. O presente que continua sendo para alguns doloroso para outros é a vida é a luz sentida em cada dia.
Por isso a carga do passado não deve ser carga de hoje, deve ser transformada em flores logo quando possível. Para isso precisamos de ter o dom a coragem de transformar no nosso coração pedras, espinhos em lindas flores. Assim o hoje é nítido, leve e a vida pode existir e ser vivida em toda a sua plenitude só hoje.

(Refletindo)

8 de junho 2011

O Homem Espiritual


"O homem realmente espiritual não é um homem pacatamente virtuoso, uma alma dogmaticamente mansa e domesticada para encampar docilmente as crenças tradicionais. O homem integralmente espiritual é um intrépido aventureiro dos mundos ignotos, um genial sonhador do infinito, uma alma empolgada pela dinâmica inquietude metafísica dos insatisfeitos, dos insaciáveis, dos descontentes com o que “todos” sabem e fascinado pelo que todos ignoram... O homem espiritual, surdo aos barulhos da turba-multa dos profanos e às teses dos catedráticos, escuta intensamente vozes do grande silêncio que principia além de todos os ruídos estéreis. E o que esse silêncio anônimo lhe sugere é mais sedutor do que tudo o quanto os discursos e os sermões dos sabidos e afamados possam lhe dizer."

Com amor para os meus amigos...
 Sara

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ai Portugal és tão linda


Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura.

Eça de Queirós, in 'Correspondência (1891)'

quinta-feira, 21 de abril de 2011

TGV e a SRA. EURO e a INDUSTRIA ALEMÃ

O GRANDE MISTÉRIO DO TGV

(Porque será que Sócrates mantém esta insistência obsessiva no TGV? Quando quase toda a gente, desde o analfabeto ao catedrático, reconhece a impossibilidade financeira de o construir, e depois de se provar tecnicamente que será uma rede deficitária, porque continua Sócrates a insistir?
Será que Sócrates é um visionário, e todos nós uns pobres ignorantes?
Ou será que há outras razões, talvez impositivas e condicionadoras, que só Sócrates sabe, e que não pode confessar a ninguém?)
A megalomania das grandes obras tem sido uma obsessão quase permanente de quem passa pelo Poder. É assim desde a Antiguidade, e é gene que ainda empesta o cromossoma do político actual. A vontade deixar para a posteridade, algo de perene que perpetue o seu construtor, é uma vaidade com que os poderosos sempre tentaram iludir a morte – a inevitabilidade terrível do desaparecimento.
Como os seus antecessores, é por isso natural que Sócrates quisesse deixar obra visível que o recordasse.
Daí não me espantar que tenha avançado, de uma assentada, com um conjunto de grandes investimentos, como o TGV, a 3ª travessia do Tejo e um Aeroporto construído em terrenos de M. Jamais.
Mas desde os dias fulgurantes do estado de graça de Sócrates, até aos dias pedintes de hoje, vai muito tempo, e muita coisa aconteceu desde então.
Vamos aos factos.
Em Março de 2005, Sócrates é empossado pela primeira vez como Primeiro-Ministro, gozando de uma maioria absoluta na Assembleia.
O TGV já então fazia parte do programa de Governo, que previa o seu início nessa legislatura, se bem que entre Porto e Lisboa, ligação que muito mais tarde foi alterada para Poceirão / Caia.
Esta obra era há muito uma bandeira de Sócrates, de tal modo que dela fez propaganda anos antes, levando-a depois até ao referido programa de Governo.
Sobre a matéria, vejamos o que dizia então o Presidente da Multinacional Alemã Siemens, Sr. Heinrich von Pierer. Considerava o TGV em Portugal como um “projecto fantástico”, afirmando “querer ser nosso parceiro nesse projecto”. Estas declarações foram produzidas em Munique, para um grupo de jornalistas portugueses (Novembro de 2003).
Entretanto, a coisa ficou por ali.
Contudo, iam-se agravando as condições económicas do país. Só crates não consegue reduzir uma grama na adiposidade do Estado, e vê as despesas aumentarem. As suas deslocações, juntamente com Teixeira dos Santos, a Bruxelas, são quase semanais. O facto é que, segundo ele, traz sempre boas notícias e, permanentemente interrogado sobre o TGV, mantém-se irredutível: é para ir para a frente.
Lembro que, estranhamente, e por motivos ainda muito mal explicados, o Dr. Campos e Cunha (primeiro ministro das Finanças a ser escolhido por Sócrates), afasta-se logo após ter proferido declarações onde reconhecia a indisponibilidade financeira da execução de uma obra como o TGV e o Aeroporto.
Contudo, a velha história das garantias de que grande parte do financiamento vinha da UE, mantiveram Sócrates com argumentos para prosseguir. Campos e Cunha é que não ficou mais. Ele sabia porquê.
Entretanto, e contra tudo e contra todos, a construção do TGV é adjudicado em Dezembro de 2009, ao consórcio Elos (que engloba a Brisa, Soares das Costa, ACS espanhola, Grupo Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagrope, Babock e Brow Lda, BCP e CGD).
Com as condições de agravamento da nossa economia, e com os sucessivos falhanços na baixa do défice, em 2010 a UE começa a mostrar-nos sérios “cartões amarelos” e, preocupada com o destino que as coisas levam, e, de certo modo, traumatizada com os casos de Irlanda e da Grécia, e com o “espantalho” de que os problemas se alastrem a Espanha e a Itália (onde a dívida pública já tinha ultrapassado em muito os 100% do PIB - actualmente está nos 120%), obriga Portugal a tomar sérias medidas, que haviam de se traduzir no PEC1.
Este PEC1 data de Março de 2010.
Demonstrada a insuficiência dele, em Maio do mesmo ano avança-se com o PEC2, e quatro meses mais tarde, com o PEC3.
Sócrates continua a deslocar-se a Bruxelas assiduamente. As visitas e reuniões da praxe, mas as reuniões com Ângela Merkle são obrigatórias. Estranha-se que entre ambos exista como que uma cumplicidade, ou algo que leva o nosso Primeiro-ministro a conversar, preferencialmente, com ela.
E há algo que continua um mistério: apesar das sérias restrições que os PECs impõem, dos aumentos de impostos, da redução dos benefícios sociais, do aumento do IVA,
IRS, e até da suspensão da 3ª travessia do Tejo e do Aeroporto de Lisboa, o TGV continua intocável!
É que, mesmo adjudicado, a obra poderia ser suspensa (como foi a 3ª travessia do Tejo depois de ser adjudicada). Mas não! Mantinha-se o TGV.
Assim, o PEC1 tem o aval da UE, 2 meses depois de adjudicarmos o TGV, e os dois PECs seguintes, também obtêm a aprovação europeia.
A seguir à aprovação do PEC3 (Setembro de 2010), logo em Novembro do mesmo ano, a Multinacional Siemens volta à carga.
A Multinacional afirma que possui 10 mil milhões de Euros para financiamento de TGVs, através da sua Siemens Project Adventures (que por sua vez está ligada à Siemens Financy Services), e que iria propor ao governo português um esquema de financiamento do
TGV.
Duas perguntas: que relação existe entre a data de adjudicação do TGV (Dezembro de 2009), e a apresentação dos PECs1, 2 e 3 (Março, Maio e Setembro de 1010)? Será que a adjudicação terá servido de garantia para que a Srª Merkle desse o seu aval a esses PECs?
Porque uma coisa é certa: quem manda na UE é Ângela Merkle.
Ela é que manda no dinheiro, ela é a “chanceler do Euro”. Durão Barroso, para todos os efeitos, é uma figura ornamental, quando muito um Chefe de Secretaria da UE, que, como todos os outros, tem que render vénias à poderosa Srª Merkle.
E outra pergunta: qual a razão porque a Siemens veio, de seguida (Novembro de 2010) anunciar a intenção de financiar a obra?
Entretanto, como sabemos, e com o PEC4 já avalizado por Merkle, o Governo cai. Mas o TGV não cai, e Sócrates, antes de cair, ainda insiste. E tem razão, porque os 80 mil milhões INTERCALARES, existiram mesmo!
Seria o dinheiro para “aguentar” Sócrates até que as primeiras tranches do PEC4 chegassem.
Durão Barroso, numa resposta fugidia, disse que desconhecia essa quantia intercalar, e que tal modalidade não estava prevista nos regulamentos da UE.
Mas o facto é que Sócrates trouxe de lá a promessa dessa garantia!
Disse-o a todos os portugueses! E disse-o porque Merkle lho havia prometido. A não ser assim,
Sócrates mentiu! Mas Sócrates não mentiu. Porque Merkle arranjaria o dinheiro.
Mas a história não se fica por aqui.
O TGV implica a compra de material, muito material, entre os quais os comboios (locomotivas e carruagens), nada menos de 22, numa primeira fase. Mas também a manutenção, a assistência, todo o complicadíssimo sistema hard e softwere indispensável para o controle da rede, o aluguer de material complementar, etc., etc., etc. Um nunca mais acabar de encargos eternos.
Para fornecimento do material, dispõem-se, à partida, três empresas capazes de cumprir com o programa de concurso: Alstom (francesa), a Bombardier (Canadiana) e a Siemens (Alemã).
A quem adjudicar?
A Alstom francesa está metida em sérios problemas judiciais na Suiça, França e Brasil, sob a acusação de ter subornado políticos para que lhe adjudicassem material.
A canadiana Bombardier, se bem se lembram os portugueses, fechou as fábricas na Amadora em 2004, deixando centenas de trabalhadores no desemprego.
A Siemens alemã, tem a vantagem de possuir as máquinas mais competitivas do mercado, assentes na plataforma Velaro, que podem atingir os 350 Km/hora, sendo o comboio mais rápido do mundo.
Esta escolha da empresa fornecedora (como o contrato de financiamento) estava nas mãos de
Sócrates. Perante este cenário, a quem acham que se deveria fazer a adjudicação?
A uma empresa com problemas judiciais, a outra que saiu de Portugal com tão triste fama, ou à alemã Siemens, que possui uma boa máquina ferroviária e que faz parte da mesma empresa que negociaria um financiamento com o Governo português para a execução do TGV?
Era evidente a quem adjudicar. E Sócrates tinha o poder para o fazer.
Será que o TGV era a garantia dada por Sócrates à Srª Merkle?
Para que esta avalizasse os empréstimos resultantes de sucessivos PECs, sem que Sócrates sofresse a humilhação interna de ter que pedir a intervenção do FMI (com que prometera a pés juntos, nunca governar? E com isso hipotecar em definitivo a sua carreira política?)
São as dúvidas que ficam, mas que um dia serão esclarecidas.
Apenas narrei factos, evidências, estabeleci uma cronologia, e tentei desvendar o complicado algoritmo da relação entre a política e os interesses financeiros. E depois, sobre eles, como cidadão que se preza de avisado e que não perdeu a qualidade de inferir, coloquei as minhas dúvidas.
Se isto for verdade, Sócrates seria o elo mais fraco deste acordo que lhe garantia os dinheiros com que suportava um Estado devorador e excessivo que foi incapaz de meter na linha. Merkle, o elo mais forte e representante da poderosíssima industria alemã.
Se calhar, Sócrates já há muito que desejaria ver-se livre do “empecilho” do TGV.
Mas será que podia?
Neste mundo, não há almoços grátis.

Por Francisco Gouveia, Eng.º
gouveiafrancisco@hotmail.com