segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Ego

Muito se fala nele, nós misturamos confundimos o ego com o nosso 'Eu' nosso 'coração'. Eu depois de entender o que é o ego (conforme visão de Osho e reconhecido e sentido por meu coração) fiquei mais leve, sentindo mais o meu centro e isso é bom demais. Aqui uma primeira descrição do 'ego' tirado do Espiritualidade de A a Z.

Toda a gente nasce sem ego. Quando uma criança nasce, ela é simplesmente consciência: flutuando, fluindo, lúcida, inocente, virgem. Não existe ego. A pouco e pouco, o ego é criado - pelos outros. O ego é o efeito acumulado das opiniões dos outros. Alguém chega, um vizinho, diz «que linda criança» e olha para a criança com um ar muito aprovador. Agora o ego começa a funcionar. Alguém sorri, outro alguém não sorri; às vezes a mãe é muito amorosa, outras vezes ela está muito zangada. E a criança começa a aprender que não é aceite tal como ela é. Ela não é aceite incondicionalmente. Se ela grita e chora quando há visitas em casa, a mãe fica muito zangada. Se ela grita e chora quando não há visitas, a mãe não se importa. E se ela não grita nem chora a mãe recompensa-a com um beijo carinhoso e uma carícia. Quando as visitas lá estão, se ela consegue permanecer sossegada, a mãe fica imensamente feliz e recompensa-a. Ela está a aprender a opinião dos outros acerca de si mesma; ela está a olhar para o espelho do relacionamento.


O leitor não consegue ver o seu rosto directamente. Tem de olhar para um espelho. Esse reflexo torna-se a sua ideia do que é o seu rosto, e há mil e um espelhos ao seu redor. Todos eles o reflectem a si. Alguém o ama, alguém o odeia, alguém o acha indiferente. E, a pouco e pouco, a criança cresce e, à medida que cresce, vai acumulando as opiniões dos outros. A essência total das opiniões dos outros é o ego. E assim ela começa a olhar para si mesma da maneira como os outros olham para ela. Começa a olhar para si mesma do exterior - é isso que é o ego. Se as pessoas a apreciarem e a aplaudirem, ela vai pensar que é perfeitamente bonita, completamente aceite. Se as pessoas não a aplaudem e não a apreciam, mas em vez disso a rejeitam, ela sente-se condenada.
Então vai à procura de maneiras de ser apreciada, para se assegurar repetidamente de que tem valor, sentido e significado. Então torna-se receosa de ser ela mesma. Ela tem de se adaptar à opinião dos outros.


Se abandonar o ego, subitamente vai tornar-se uma criança outra vez. Agora já não está preocupado, com aquilo que os outros pensam a seu respeito, já não vai prestar atenção àquilo que os outros dizem a seu respeito. Já não está preocupado, nem um bocadinho. Agora deixou cair o espelho. É inútil - você tem a sua cara, porquê perguntar ao espelho como é que ela é?

1 comentário:

Alberto disse...

Foi assim que comecei a lutar por justiça.
Quando olhei pra dentro de mim,e concegui sentir a dor do que eu era,ainda caminho lentamente pelas,para me tornar um ser melhor.
Mas ego?
Nunca mais trabalha dentro de mim.
Alberto!