domingo, 27 de outubro de 2013

“Desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento em Portugal e no Mundo”

A queixa, apresentada na PGR contra Cavaco, Passos e responsáveis por autorizarem um sistema bancário/monetário que impõe desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento.
 
A queixa foi apresentada há pouco mais de uma semana. Na Procuradoria-Geral da República (PGR) foi recebida, no dia 18 de Outubro. Foi apresentada porque existem “desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento”.
Ivo Margarido, empresário de 40 anos e residente na região de Leiria, disse ao Tugaleaks que “não há interesse em criar emprego em Portugal”.
 
O Tugaleaks foi conhecer um pouco mais da história por trás desta queixa e disponibiliza a queixa digitalizada para a leitura de todos os interessados no final desta página.
 
entrevistas denuncia  Cidadão apresenta queixa contra Passos, Cavaco e outros por fraude no sistema monetário
 

Apresentaste uma queixa por haver uma “falha” no sistema monetário. Achas que Portugal tem jurisprudência para julgar algo que se passa no mundo?

É uma pergunta pertinente. Por se tratar de uma queixa inédita em Portugal, não posso ainda afirmar qual será o desfecho, uma vez que não existe jurisprudência nesta matéria. A única via de alcançarmos um qualquer resultado passa pela queixa apresentada que desencadeará uma investigação esperando chegar a um julgamento. Refiro “esperando” porque julgo que a maioria dos portugueses já entendeu que o próprio sistema judicial está envolvido, o que poderá dificultar o adequado desenvolvimento do processo. Contudo, caso seja necessário, avançarei para os Tribunais Europeus.
Não há qualquer equívoco de que os mecanismos do sistema monetário, que são inconstitucionais, provocam consequências graves para toda a sociedade. Para além desta realidade, o sistema monetário viola também o código civil, não garantindo os depósitos efetuados nos Bancos.
Está dado o primeiro passo e em paralelo estão a ser desenvolvidas outras ações que vêm suportar esta iniciativa, designadamente apresentação de queixas contra as Instituições Bancárias.
 

A queixa foi apresentada apenas á Procuradoria-Geral da República ou também apresentada numa esquadra ou no Ministério Público?

De momento, a queixa foi apresentada somente na Procuradoria-Geral da República, estando a avaliar todos os outros meios a que possa recorrer. Caso se justifique, avançarei com a apresentação da queixa nas restantes Instituições.
 

Resumindo, qual é a “falha” em que a tua queixa se baseia?

De forma sintetizada, a queixa visa responsabilizar criminalmente os Órgãos de Soberania de Portugal pelo facto de autorizarem um sistema que lesa intencionalmente toda a população, sem porquanto criarem uma alternativa. Não agindo no sentido de salvaguardar os interesses dos cidadãos, conclui-se que têm sido coniventes com o sistema bancário ao ponto de permitirem o empobrecimento intencional do país. Mais se conclui, que ao abrigo dessa conivência têm violado grosseira e inadmissivelmente a Constituição da República Portuguesa.
A “falha”, que na realidade é uma fraude, incide no sistema de reservas fracionárias que provoca as crises, e consequentemente a falta de liquidez na economia, forçando empresas à insolvência, o que logicamente leva ao aumento do desemprego (daí resultando um acréscimo dos encargos sociais para todos os portugueses), à perda de propriedade (quer das empresas, quer dos cidadãos pelas penhoras contra si intentadas e, consequentes execuções que delas resultam), ao aumento de impostos e às privatizações, pondo assim em causa a própria subsistência dos cidadãos.
Na Europa, a taxa da reserva fracionária é de 2%. Assim, através desse sistema de reservas fracionadas, qualquer depósito efetuado permite aos Bancos criar 50 vezes o seu valor original (aplicando a fórmula do multiplicador monetário > cfr. dossier “A Fraude do Sistema Monetário”). Exemplo: 10.000 € x 50 = 500.000 €
Os Bancos criam dinheiro sem nada para o justificar, existindo um “vício de forma” que tem vindo a ser ocultado intencionalmente e é esse elemento da estrutura do sistema monetário que revela a sua natureza fraudulenta; trata-se da cobrança de valores que nunca existiram no stock de moeda; juros. No atual modelo, é este mecanismo que “seca” intencionalmente a economia; todo o dinheiro em dívida somado aos respetivos juros ultrapassa a totalidade existente em circulação, pois não há simplesmente dinheiro suficiente na economia para pagar todas as dívidas aos Bancos. Portanto, a incapacidade de pagar as dívidas e, por consequência, ter de ser requerida a insolvência empresarial e/ou pessoal não é uma fraqueza; é uma imposição do sistema bancário à sociedade como um todo.
Matematicamente, os incumprimentos, as falências, a perda de propriedade, o desemprego, o aumento de impostos, a perda de poder de compra, as privatizações, …,  são parte integrante e uma imposição do sistema monetário e será sempre a parte mais pobre da sociedade que sofrerá as consequências. O objetivo desta fraude é precisamente esse; transferir invariavelmente a verdadeira riqueza das pessoas para os Bancos, pois a impossibilidade imposta de pagar a hipoteca/empréstimo fará com que os Bancos penhorem e executem o bem, apropriando-se do mesmo.
Assim, o sistema monetário de reservas fracionárias não protege as famílias nem promove a independência social e económica dos agregados familiares. Fica patente que destrói os agregados familiares, destruindo ainda o Estado Social. Destrói o bem-estar económico e a qualidade de vida das pessoas que vivem neste país, em especial das mais desfavorecidas; promove a injustiça social, não assegura a igualdade de oportunidades, não corrige as desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento; não zela pela eficiência do setor público, violando claramente a Constituição da República Portuguesa, nomeadamente, no que diz respeito às tarefas fundamentais que cabem ao Estado.


Como pode ser corrigida esta “falha”?

É o sistema capitalista que deve ser repensado no seu todo. A ideia de que um Banco só é viável cobrando juros é falsa. É uma ideia cómoda para os Bancos do sistema capitalista (o nosso), pois permite que Bancos e investidores possam ganhar dinheiro a partir de dinheiro; não só com os empréstimos, mas também com outras aplicações financeiras.
Nada se diz, no mundo ocidental, acerca de outros sistemas bancários. Mas existem e funcionam. De facto, existe um sistema bancário baseado numa ideia simples e contrária: não se pode ganhar dinheiro a partir de dinheiro. Por outras palavras: os juros não são permitidos. Este é o sistema islâmico.
A atividade dos Bancos ocidentais, para além de ser a mais lucrativa e mais destrutiva do planeta, é criminosa. O sistema está massivamente falido e só resiste porque as pessoas são forçadas a aceitar cheques e cartões de crédito enquanto “dinheiro”, quando, na realidade, são apenas dados informáticos sem nada para os justificar.
A forma como a vasta maioria do “dinheiro” é posto em circulação (principalmente através de crédito concedido por Bancos Privados que emprestam dinheiro que não existe e cobram juros pelo mesmo), revela que a maior parte do “dinheiro” utilizado para ser trocado por bens e serviços foi criado como dívida.  É totalmente insano; é por isso que as já avultadas dívidas crescem a cada minuto que passa.
Grande parte da desregulamentação financeira promovida desde os anos 80 consistiu em dar aos bancos a maior das liberdades para o montante das suas reservas. Deste modo, a clássica norma de reservas em torno de 10% ou 20% foi reduzida a níveis de 1%, e mesmo inferiores, como aconteceu com o Citigroup, Goldman Sachs, JP Morgan e Bank of America, que, nos momentos mais sérios, afirmavam ter uma taxa de encaixe de 0,5%, com o qual o multiplicador (m=1/0,005) permitia criar 200 milhões de dólares com um só milhão em depósito. E no período da bolha, as reservas chegaram a ser inferiores a 0,001%, o que indica que por cada milhão de dólares em depósito real, se criavam 1.000 milhões do nada.
Esta foi a galinha dos ovos de ouro para a Banca. Uma galinha que era de todas as formas insustentável e que foi assassinada pela própria cobiça dos Banqueiros que se aproximaram do crescimento exponencial do dinheiro até que entrou em colapso, demonstrando que toda a ficção se asfixia na conjetura e nada é senão o que é. A solução que os bancos centrais ofereciam era muito simples: mal havia um aumento da inflação, elevavam a taxa de juro para assim encarecerem o crédito e bloquearem os potenciais novos empréstimos (cortando, desta forma, potenciais novos empréstimos) e incentivando, a taxas mais altas, o “aforro” seguro dos prestamistas.
Como são os Bancos que detêm o controlo sobre a criação do “dinheiro”, através dos empréstimos decidem se vai haver um “boom” económico ou uma depressão aumentando ou diminuindo a quantidade de “dinheiro” que emprestam à população. A diferença entre crescimento e depressão reside na quantidade de dinheiro vivo ou crédito disponível para fazer compras.
O sistema bancário sendo controlado pela “Elite Global” (um pequeno grupo privilegiado de pessoas), essa mesma “Elite” controla a economia de cada país e influencia as decisões dos “líderes” políticos e económicos que, ou não entendem como o sistema bancário e a criação de dinheiro realmente funcionam (a maioria), ou trabalham conscientemente com os que controlam o sistema, favorecendo-os e sendo compensados por isso.
No passado, 2 Presidentes dos Estados Unidos propuseram imprimir dinheiro que seria emprestado sem juros e começaram a implementar esse sistema de forma gradual. Um era Abraham Lincoln e o outro era John F. Kennedy. Ambos foram assassinados. Tais factos revelam a natureza dos interesses por detrás do atual sistema monetário.
É necessário entender a história da criação deste sistema para compreender que o atual cenário é intencional e foi planeado há muito tempo atrás. Convido à leitura do dossier “A Fraude do Sistema Monetário”.
Basicamente, a solução passaria por devolver ao dinheiro a sua função original, isto é, um meio que facilita as trocas e apenas isso, não devendo ser objeto de qualquer negócio.
 

Em Maio deste ano estiveste na Assembleia e foste “censurado”. Podes-nos contar o que aconteceu?

Estive em Maio e em Junho. Estas intervenções surgem na sequência de várias diligências e pedidos de audiência dirigidos a várias entidades políticas, nomeadamente à Presidente da Assembleia da República, Primeiro Ministro, Ministro da Economia, Ministro das Finanças, Ministra da Agricultura, …, sendo conveniente mencionar que todas foram ignoradas, por outras palavras, nenhum dos assuntos questionados obteve resposta. A lei é portanto clara. Aquelas entidades deveriam ter respondido mas os seus Gestores continuam a considerar o povo inculto e estúpido, julgando que todos continuam entretidos com novelas e demais programas sem interesse e vazios de conteúdo, e que não sabem defender-se.
Constatando o total desrespeito dos meus direitos (que são também os direitos de todos os portugueses) e perante os sucessivos incumprimentos das obrigações e deveres das entidades públicas designadamente em responder às questões/petições dos cidadãos, e pelo facto de ter esgotado todos os meios ao meu alcance para obter as respostas, decidi questionar aqueles que supostamente nos representam, enquanto cidadãos portugueses, diretamente na Assembleia da República. Perante as circunstâncias, estava apenas a exercer outros direitos que me são concedidos, a mim e a todos os cidadãos deste país, pela Constituição da República Portuguesa tendo ficado patente que não vivemos em democracia “coisíssima nenhuma” e que os nossos supostos direitos simplesmente não existem.
Fui impedido de questionar o Primeiro-Ministro e posteriormente fui alvo de retaliações. Já no exterior, esperavam-me jornalistas de vários meios (TV e imprensa) que imediatamente questionei; existe liberdade de imprensa em Portugal? É óbvio que não; alguns não hesitaram em confirmar tal facto e outros, apesar de não o afirmarem de viva voz, manifestaram a sua concordância através de gestos. Todos os assuntos que denunciei no exterior foram vetados pelos editores dos diversos meios pois incomodam os interesses instalados e colocam à luz do dia vários crimes e fraudes que prejudicam gravemente todos os cidadãos. Fui alertado para as fortes probabilidades de tal vir a acontecer. Não tive quaisquer dúvidas de que nunca seria feito eco dos assuntos denunciados, objeto de diversos pedidos de esclarecimentos dirigidos às diversas entidades públicas.
 

Achas que a democracia representa hoje em dia o cidadão?

Não existe Democracia e há muito que vivemos numa ditadura camuflada, sendo que em 1974 apenas se substituiu o modelo de uma ditadura assumida pelo modelo atual. Urge tomar consciência de que estamos inseridos num esquema de manipulação à escala mundial, avançando a passos largos para um regime totalitário também à escala global.
Temos Governos ilegítimos e basta observar como têm enganado os portugueses com programas eleitorais que não cumprem depois de eleitos. Todavia, os portugueses demonstram ter memória curta e continuam a votar em grupos que têm potenciado a destruição do estado social e do próprio país.
Eu pergunto; quem ainda acredita que é representado pelos Governantes? São eleitos através de um sistema que passa, para o povo, a ilusão de que realmente decide algo; uma vez eleitos decidem por si em prol das corporações que apoiam e raramente a favor dos cidadãos.
Todo o sistema assenta em sistemas implementados e apoiados pela classe política, sendo a maioria injustos e até fraudulentos. A corrupção está ao mais alto nível e nada acontece. Os crimes praticados pelos políticos permanecendo impunes.
A história da “revolução dos cravos” está mal contada; foi apoiada para implementar uma suposta “democracia” que viria a entregar Portugal à futura Federação de Estados da Europa. Quem governa Portugal nos dias que correm? BCE, FMI e demais instituições privadas e tal só aconteceu porque por cá temos traidores da pátria tais como Mário Soares e Cavaco Silva. Quem não se recorda por exemplo da destruição dos setores das pescas e agricultura pelo atual Presidente da República? Foi conivente com mecanismos que visavam tornar Portugal dependente da dívida. Qualquer pessoa é capaz de conferir estes factos através se simples cálculos matemáticos; é óbvio que ao fazer com que os portugueses deixassem de ser auto suficientes, até na própria alimentação, teriam que importar o que lhes faltaria, descapitalizando assim o país, o que obrigou a recorrer a empréstimos que culminaram na situação que Portugal hoje enfrenta. Tudo foi planeado.
Fico bastante preocupado, pois tais medidas foram implementadas por um Professor em economia, que continua a ocupar o mais alto cargo em Portugal e o povo continua sem reagir.
Deixo apenas um alerta, pois muito haveria a dizer sobre este assunto; para aqueles que ainda acreditam que a Nova Ordem Mundial é apenas teoria da conspiração, convido-os a investigar, a cruzar informação e a juntar as peças do puzzle. Concluirão que não há margem para dúvidas; tudo é intencional.