sábado, 17 de abril de 2010

Admiração

Muitos entre nós adoram ser admirados, porquê essa necessidade? Vem de onde? Não será bem melhor não ter essa necessidade  - ou pelo menos não tanto - ? Aqui algumas frases sem papas na lingua, tiradas do 'Espiritualidade A a Z'.

Nós queremos ser admirados porque não temos respeito por nós próprios. Logo desde o princípio, somos condenados pelos nossos pais, professores, padres, políticos, toda a ordem estabelecida. A mesma observação é continuamente repetida a todas as crianças: «Aquilo que estás a fazer não está certo. Tu estás a fazer aquilo que não deve ser feito e não estás a fazer o que deve ser feito.» Directa e indirectamente, dão a cada criança a impressão de que não é verdadeiramente querida, que os seus pais estão cansados, de que de alguma maneira ela está só a ser tolerada, que ela é um aborrecimento. Isto cria uma ferida profunda em cada um de nós. Para taparmos essa ferida, procuramos a admiração.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sucesso

Como é relativo ter 'sucesso'. Obrigaram-me a olhar para dentro, isso foi bom, embora doesse ao princípio. Assim, saí de mim, olhei para o meu ser e avaliei com o coração o meu relativo 'sucesso'. Daí, um pequeno texto mais a fundo sobre este tema.

Se pensa de mais no sucesso, vai estar constantemente a pensar no falhanço também. O sucesso e o falhanço não podem ser separados. Eles vêm juntos no mesmo pacote. Portanto, se está a pensar no sucesso, algures no fundo vai ter medo de falhar. Quem sabe, se vai conseguir ou não?

O sucesso leva-o ao futuro, é um jogo de ganância, uma projeção do ego, é ambição. E o medo também o abala, fá-lo tremer. A possibilidade de falhar fá-lo vacilar. E com esta vacilação, com esta ganância, com esta ambição, com tudo isto, o seu trabalho vai tornar-se confuso; estará a trabalhar aqui e a olhar para ali. Vai estar a andar ao longo de uma estrada e a olhar algures lá longe, para o céu. Como é que poderá ter sucesso?
Do 'Espiritualidade A a Z'

Profundeza, realismo e água límpida


Lendo um livro da Teresa Guerra sobre 'Crianças Indigo' cheguei ao Sr. Osho que a saber nunca escreveu um livro nem mesmo quando ele era prof. univ. As suas conversas foram gravadas e coladas em livros após o seu falecimento.
A vida do Sr. Osho não me interessa muito, o que vale para mim é o realismo a profundeza de suas 'mensagens'. Como não sou fanático, nunca seria directamente um seguidor de alguém a não ser o meu respeito pela natureza por Deus sem intermediários.  Quando leio o conteúdo das palestras de Osho, reconheço imenso comparando com o que já nasceu comigo. Existe conteúdo nas páginas que leio que preciso de interiorizar com calminha; não consigo alcançar de imediato a sua profundeza 'deixo de molho'. Depois de um tempo elas vêm ao de cima, vêm novamente ter comigo e na sua maioria a coisa fica clara como água límpida. Vejo como uma essencia do meu crescimento, só isso.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Materialismo

Como é viciante ler, principalmente quando sentimos que 'o céu entra por nós a dentro', Aqui mais um pouco sobre um tema mais que actual.

Não crie qualquer espécie de antagonismo entre o materialismo e a espiritualidade - eles andam juntos, tal como o corpo e a alma. Mantenha-se materialista e use o seu materialismo como uma passagem para a espiritualidade.
Esta ideia cria muita confusão na mente das pessoas, porque sempre lhes ensinaram que a pobreza é algo espiritual. Isto é um disparate absoluto.  A pobreza é a coisa menos espiritual do mundo. Um homem pobre não pode ser espiritual. Ele ainda não foi desiludido pelas riquezas, portanto, como é que ele poder ser espiritual? É necessário uma grande desilusão, uma grande desilusão com o mundo exterior; nessa altura, você volta-se para dentro. O virar-se para dentro surge apenas quando a pessoa está absolutamente desiludida por saber que não há nade nele; existem apenas bolhas de sabão, experiências momentâneas. Elas prometem muito, mas não dão nada e, no fim, só deixam o vazio nas suas mãos.
Do 'Espiritualidade de A a Z'

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Ego

Muito se fala nele, nós misturamos confundimos o ego com o nosso 'Eu' nosso 'coração'. Eu depois de entender o que é o ego (conforme visão de Osho e reconhecido e sentido por meu coração) fiquei mais leve, sentindo mais o meu centro e isso é bom demais. Aqui uma primeira descrição do 'ego' tirado do Espiritualidade de A a Z.

Toda a gente nasce sem ego. Quando uma criança nasce, ela é simplesmente consciência: flutuando, fluindo, lúcida, inocente, virgem. Não existe ego. A pouco e pouco, o ego é criado - pelos outros. O ego é o efeito acumulado das opiniões dos outros. Alguém chega, um vizinho, diz «que linda criança» e olha para a criança com um ar muito aprovador. Agora o ego começa a funcionar. Alguém sorri, outro alguém não sorri; às vezes a mãe é muito amorosa, outras vezes ela está muito zangada. E a criança começa a aprender que não é aceite tal como ela é. Ela não é aceite incondicionalmente. Se ela grita e chora quando há visitas em casa, a mãe fica muito zangada. Se ela grita e chora quando não há visitas, a mãe não se importa. E se ela não grita nem chora a mãe recompensa-a com um beijo carinhoso e uma carícia. Quando as visitas lá estão, se ela consegue permanecer sossegada, a mãe fica imensamente feliz e recompensa-a. Ela está a aprender a opinião dos outros acerca de si mesma; ela está a olhar para o espelho do relacionamento.


O leitor não consegue ver o seu rosto directamente. Tem de olhar para um espelho. Esse reflexo torna-se a sua ideia do que é o seu rosto, e há mil e um espelhos ao seu redor. Todos eles o reflectem a si. Alguém o ama, alguém o odeia, alguém o acha indiferente. E, a pouco e pouco, a criança cresce e, à medida que cresce, vai acumulando as opiniões dos outros. A essência total das opiniões dos outros é o ego. E assim ela começa a olhar para si mesma da maneira como os outros olham para ela. Começa a olhar para si mesma do exterior - é isso que é o ego. Se as pessoas a apreciarem e a aplaudirem, ela vai pensar que é perfeitamente bonita, completamente aceite. Se as pessoas não a aplaudem e não a apreciam, mas em vez disso a rejeitam, ela sente-se condenada.
Então vai à procura de maneiras de ser apreciada, para se assegurar repetidamente de que tem valor, sentido e significado. Então torna-se receosa de ser ela mesma. Ela tem de se adaptar à opinião dos outros.


Se abandonar o ego, subitamente vai tornar-se uma criança outra vez. Agora já não está preocupado, com aquilo que os outros pensam a seu respeito, já não vai prestar atenção àquilo que os outros dizem a seu respeito. Já não está preocupado, nem um bocadinho. Agora deixou cair o espelho. É inútil - você tem a sua cara, porquê perguntar ao espelho como é que ela é?

domingo, 11 de abril de 2010

Não aterrar, seguir para Minsk!

Sábado passado toda a região se encontrava num nevoeiro cerrado inclusive a Floresta de Katyn que rodeia parte do aeroporto militar de Smolensk (Russia Este); onde também em 1940 a polícia secreta de Josef Stalin sistematicamente executou milhares de militares e intelectuais polacos.
Embora a torre de comando do aeroporto tivesse aconselhado um desvio do avião para o aeroporto de Minsk, o piloto que é o máximo responsável pelo avião e sua segurança negou o conselho e já se encontrava na 4ª tentativa de aterragem quando o avião caíu, batendo com a asa numa árvore. Mortos foram 96. O avião encontrava-se tecnicamente como  novo. A bordo encontravam-se 'altas personalidades' polacas, entre outras o chefe maior das forças armadas, o presidente Kaczynski e sua esposa.


Caso fossem para Minsk (350-400km) chegariam atrasados ao destino. Atrasados à cerimónia, ao almoço e por aí fora. Concerteza que o piloto confiante das suas qualidades e experiência quis (?) mostrar que era um 'bom piloto' e não se deixar intimidar pelo nevoeiro e o equipamento a bordo permitia aterrar práticamente às cegas seguindo a ciência, a técnica.
Provavel que havia de uma ou outra forma pressão no piloto para aterrar ali.  Auto confiança em demasia? Falta de consciência de sua responsabilidade deixando o seu ego decidir?
Para terminar, a torre de comando do aeroporto 'se' tivesse trocado a frase  'aconselhamos seguir para Minsk' em  'NÃO ATERRAR, SEGUIR PARA MINSK!' As vidas seriam salvas por uma simples frase.  Pois, mas isto é falar após ter acontecido.