sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Amazônia e os mauzinhos

O nosso planeta é aquele cantinho minusculo no universo que nos acolhe. Ao meu ver é bem bonitinho. Na verdade é a nossa casa. Por esta e outras razões não é nada demais cuidar e ter respeito do nosso querido planeta. Aqui segue um 'grito de ajuda' sobre algo que está acontecendo na Amazônia ...

Caros amigos,


A Chevron, gigante do petróleo poderá perder um processo histórico por despejar lixo tóxico na Amazônia -- vamos ajudar o povo da floresta a vencer nos tribunais da opinião pública e da lei. Ajude a pressionar o novo CEO da Chevron a reparar os danos ambientais causados e acabar com o lobby sujo:

Uma longa batalha judicial entre a Chevron e o corajoso povo indígena da Amazônia Equatoriana está quase chegando ao fim. Os indígenas vem tentando conseguir uma resposta da multinacional em relação aos bilhões de galões de substâncias tóxicas despejadas na floresta.

Se a Chevron for obrigada a pagar bilhões em danos, o caso irá sinalizar o fim da impunidade para empresas poluidoras do mundo todo. Com uma perda iminente, a Chevron lançou uma agressiva campanha de lobby para abafar o processo.
O novo CEO da Chevron, John Watson, sabe que a marca da empresa está ameaçada – então vamos fazer a nossa parte! Assine a petição pedindo para o Watson e a Chevron limparem a sujeira que deixaram no Equador. A petição será entregue a eles, aos acionistas a à mídia americana – clique no link abaixo para agir agora:  http://www.avaaz.org/po/chevron_toxic_legacy/?vl
Nos últimos anos, processos civis como este têm ajudado a mudar as políticas de algumas das maiores corporações do mundo. No entanto, a maior parte das multinacionais de petróleo gasta milhões de dólares todo ano em lobby e relações públicas para mudar leis ambientais e negar suas responsabilidades ambientais e de direitos humanos – e a Chevron é uma das piores.
De 1964 a 1990, a Texaco, pertencente à Chevron, despejou bilhões de galões de lixo tóxico na Amazônia Equatoriana e depois foi embora. Encarando uma derrota nos tribunais, a Chevron tem feito uso de seu poderoso lobby e departamento de relações públicas para intimidar seus críticos a ficarem em silêncio e se esquivar da culpa pelo enorme desastre ambiental e humano causado pela empresa.
A Chevron disse várias vezes que se recusa a pagar pela limpeza da região, mesmo obrigados pelo tribunal, dizendo que lutarão até o fim. A sua última estratégia: pressionar o governo dos Estados Unidos a obrigar o governo equatoriano a abandonar o caso.


Nós não podemos permitir que a Chevron esculache a justiça – vamos gerar um apoio em massa aos povos da floresta , ajudando-os a ganhar esta batalha. Clique aqui para assinar a petição e ajudar a entregar pessoalmente esta mensagem ensurdecedora ao novo chefe executivo da Chevron:
http://www.avaaz.org/po/chevron_toxic_legacy/?vl


Cidadãos do Equador e ao redor do mundo estão se unindo contra uma das empresas mais sujas do mundo. Se ganharmos, isso será mais um passo para um futuro de responsabilidade corporativa, de direitos humanos e ambientais. Vamos juntar nossas vozes e divulgar essa campanha!
Com esperança e determinação,
Luisa, Paula, Benjamin, Pascal, Paul, Alice, Ricken, Graziela e toda a equipe Avaaz


P.S. Essa campanha faz parte de uma iniciativa maior liderada pela Amazon Watch, Rainforest Network e outros aliados de direito ambiental e de direitos humanos ao redor do mundo. Saiba mais: http://www.texacotoxico.org/ 

quinta-feira, 8 de abril de 2010

De Mãe para Mãe

INVERSÃO DE VALORES - CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE (ASSUNTO VERÍDICO).
*Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um noticiário na TV:

De mãe para mãe...
'Vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, menor, infractor, das dependências da prisão de Custoias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter, para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os média deram a este facto, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONG's, etc...


Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero, com ele, fazer coro. No entanto, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.
Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família. Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.


Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a um vídeo-clube, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias ao seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores na sua humilde campa rasa, num cemitério da periferia...
Ah! Já me ia esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, pois eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá, na última rebelião de presidiários, onde ele se encontrava cumprindo pena por ser um criminoso.


No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas 'Entidades' que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto, e talvez indicar quais "Os meus direitos".
Para terminar, ainda como mãe, peço "por favor":
Faça circular este manifesto! Talvez se consiga acabar com esta (falta de vergonha) inversão de valores que assola Portugal e não só...
Direitos humanos só deveriam ser para "humanos direitos" !!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sem Destino


Muito é escrito, muito é copiado, somos injetados com inúmera informação até ao ponto de não a lemos mais. Temos dificuldade em selecionar a informação que realmente precisamos. Este pequeno texto, copiei da parte do Posfácio do livro 'Intuição' (isbn 978-85-316-0782-0) divido com os interessados visto que ensina e explica sobre um tema que acho de valor comum: 'destino'  'orientação' e por aí fora...
A distinção é muito sutil, mas é a mesma distinção que há entre a mente e o coração, que há entre a lógica e o amor, ou mesmo, mais adequadamente, que há entre a prosa e poesia.
Um destino é uma coisa muito nítida; uma orientação é muito intuitiva. Um destino é algo fora de você, como se fosse um objeto. Uma orientação é uma sensação interior; não um objeto, mas a sua própria subjetividade. Você pode sentir a orientação, mas não pode conhecê-la. Você pode conhecer o destino, mas não pode senti-lo. O destino está no futuro. Uma vez definido, você começa a conduzir a sua vida na direção dele, guiando a sua vida para ele.
Como pode você definir o futuro? Quem é você para definir o desconhecido? Como é possível estabelecer o futuro? O futuro é o que não é conhecido ainda. O futuro é uma possibilidade aberta. Ao estabelecer um destino, o seu futuro não é mais futuro, porque não está mais aberto. Agora você escolheu uma alternativa entre muitas, porque quando todas as alternativas estavam abertas era futuro. Agora, todas as alternativas foram descartadas; só uma alternativa foi escolhida. Ela não é mais futuro, ela é passado.

Quando você define um destino, é o passado que está definido. A sua vivência do passado, o seu conhecimento do passado é que decidem. Você mata o futuro - então você repete o seu próprio passado,  talvez um pouco modificado, um pouco mudado aqui e ali, de acordo com a sua comodidade, a sua conveniência. Repetindo, reformado, mas ainda assim ele deriva do passado. Essa é a maneira de se desencaminhar o futuro: definindo o destino, perde-se o caminho para o futuro. Assim a pessoa torna-se morta, começa a agir como um mecanismo.
A orientação é algo vivo, momentâneo. Ela não conhece o futuro, não conhece o passado, mas ela pulsa, vibra aqui e agora. E a partir desse momento pulsante, o momento seguinte é criado. Não por  alguma decisão de sua parte  - mas simplesmente porque você vive este momento e vive-o totalmente, e ama esse momento integralmente, a partir dessa integridade o momento seguinte nasce. Ele vai ter uma orientação. Essa orientação não é dada por você, não é imposta por você; é espontânea.
O destino é fixado pela mente; a orientação pertence à vida. O destino é lógico.....

terça-feira, 16 de março de 2010

Felicidade



É um tema que carregamos dia à dia, daí que descrevo aqui o que o Sr. Osho falou; é de uma profundidade realista impressionante.

Descubra sempre alguma coisa para ficar feliz. A vida é curta, e a felicidade é muito difícil, por isso não perca nenhuma oportunidade para ser feliz. Normalmente, continuamos a fazer o oposto: não perdemos uma oportunidade para sermos infelizes.
Ser feliz é um grande talento. Grande inteligência, grande consciência, é quase ser um génio para ser feliz. Ser infeliz não é nada. Até as pessoas mais estúpidas são infelizes.
É muito fácil ser infeliz,  porque toda a mente vive através da infelicidade. Se o leitor permanecer feliz por um longo período, a sua mente começa a desaparecer, porque não há ligação entre a felicidade e a mente. A felicidade é do além.

terça-feira, 9 de março de 2010

The Lighthouse


There is a storm in the distance,
The wind breathing warning of it's imminence.

There is a lighthouse five hundred yards down;
You and I will be safe there.

There is a girl who haunts that lighthouse.
She saved me, I was swimming,
So young I almost drowned.

Under the water she sang a story
Of losing her lover-
She calls a warning...
Love, you are foolish, you're tired;
Your sleeplessness makes you a liar.

The city is burning,
The ocean is turning,
Our only chance is the lighthouse.

Stock

domingo, 7 de março de 2010

Feminino

Podia escrever um texto sobre como a mulher é especial. Optei por um texto do livro 'Espiritualidade de A a Z' para uma reflexão mais profunda sobre o 'feminino' o que eu não facilmente conseguiria fazer. Na minha opinião a mulher não tem que emitar o homem porque assim ela própria se tornava como o homem com os mesmos métodos, mesmos medos. A mulher tem caracteristicas naturais próprias, a sua beleza salienta-se mais quando ela usa a sua própria unica natureza e isso faz toda a diferença. JFS.

"Respeite o feminino  - é mais elevado, com certeza mais elevado do que as qualidades masculinas, mas a mente chauvivnista masculina é incapaz de o aceitar. Por um complexo de inferioridade, a mente masculina tentou reprimir a feminina, e é claro que, como o macho é agressivo, violento, destruidor, ele pode reprimi-la. O feminino é receptivo, rende-se; ele sabe como deixar passar, sabe como se ajustar, por isso conseguiu ajustar-se mesmo à atitude chauvinista masculina.
Todo o passado da humanidade é feio, pela simples razão de que nós não deixámos as qualidades femininas desabrocharem.
Portanto, torne-se cada vez mais receptivo, sensível, criativo, amoroso, dançarino, cantor  - e é desta forma que se vai tornar cada vez mais meditativo. E quanto mais meditativo for, mais qualidades femininas descobrirá a desabrocharem dentro de si."

sábado, 6 de março de 2010

Quando as borboletas voam

Por Fabiana Barros *


Quando as borboletas voam, os sonhos se transportam da alma para o coração, os ventos deixam de soprar numa única direção, a vida cresce e o amor floresce nos detalhes. Nos intervalos, se elevam os valiosos pensamentos, o discernimento, as boas lembranças, a esperança talhada numa escultura de madeira.

O homem que sonha vive com mais intensidade e não acredita numa só verdade, ele ama em todas as direções, com todos os ângulos da alma como se possuíse vários corações. E sem medo de prosseguir, ele segue com fé e determinação.

O vento que sopra lá fora parece direcionar o amor para que ele invada qualquer lugar sem distinção. Num vagão de um trem sem destino, nos olhos de um menino, nas espumas do mar enfeitadas com a brancura de um véu salgado, na vaidade dos lábios de uma mulher, no ventre que espera pacientemente pela vida, pela presença de uma criança. Na dança dos corpos, de braços e, também, das folhas secas que anunciam a chegada da chuva. Na colheita da uva, na degustação de um bom vinho, no ninho de um belo passarinho no alto de uma linda árvore. O amor se expõe nos detalhes, pousa nas vírgulas e revela seus mais belos ensinamentos nos questionamentos que, às vezes, o homem não consegue compreender, ou mesmo, responder de imediato.

O amor pode ser encontrado atrás de uma coxia de um antigo teatro, no segundo ato de uma encenação, na canção de um poeta apaixonado. Nos sapatos transparentes de uma menina, nas páginas de um romance, num piscar de olhos e nas palavras embutidas na intimidade de uma folha de papel. No mel que adoça os pensamentos e as reflexões, no pulsar dos corações, numa tela de cinema, nos passos apressados de uma adolescente ansiosa pelo despertar do primeiro beijo. Na fatia de um delicioso queijo com goiabada, compartilhado numa mesma garfada, dividida por um casal apaixonado. No compasso de uma música, nos acordes de um violão, na mão espalmada esperando por um leve toque que a conceda o valor de um perdão.

O amor pode estar em qualquer lugar e para vê-lo é preciso deixar o coração acordar para mais uma direção, pois ele poderá estar tanto no norte como no sul. E as borboletas podem ajudar a mostrar, a divulgar os passos desse menino travesso e generoso que transforma o homem num ser inesquecível e poderoso.

Esteja atento aos detalhes que a vida concederá a você, leitor, pois nesse exato momento o amor pode ter pousado nos seus cílios enquanto você lê o texto, ou mesmo ter descansado nas pálpebras dos seus olhos quando você dormia e sonhava com o amanhã que ainda nem faz parte do seu presente. Ele, o amor, sente a pulsação do destino, ele entoa o hino que embalará a emoção, a direção do coração, como se fosse um vento que transporta gerações e pensamentos para qualquer lugar, fazendo do passado, presente e ligando o presente a doçura de um futuro que ainda esta para chegar. Assim é o amor, doce, delicado e pode ser encontrado tanto nas asas de uma borboleta colorida como na árvore florida que você plantar no seu coração.

* Fabiana Barros é jornalista, atriz, escritora, roteirista de teatro e tv e assina coluna em vários sites da Internet.

Coragem

Haja coragem pra se fazer ou não, muita coisa nesse mundo velho sem porteiras. Na crise cruel de falta de hombridade e lisura ninguém fala em corruptores. Os diabos padrinhos dos corruptos em qualquer escalão.
As seduções que aumentam a lista sem fim dos maus-caracteres partem de atos prosaicos aos mais cabeludos. O que não dirime nem desculpa a caída em tentação. Ser honesto, bom e transparente garante o sono tranqüilo, a cabeça erguida e a satisfação pessoal.

Muita coragem para...
Levantar-se com o sol, chuva ou frio, cumprir feliz as tarefas do dia-a-dia e dar graças a Deus pelas graças recebidas e tão pouco agradecidas.
Enfrentar os maus pedaços, juntá-los com complacência, aceitação, fé, e esperança de amanhãs mais suaves.
Cuidar da saúde preventiva, alimentando-se com prudência, mexendo-se em exercícios físicos e praticando o senso de humor.
Ser pai, mãe, filho, parente, amigo, o que é um desafio à exigência dos relacionamentos atuais.
Abrir a mão e coração a quem precisa tanto de pão como de amor.
Gastar reservas acumuladas, em favor do bem estar pessoal, porque a vida não espera a avareza madrasta, que tranca cofres e chances de ser feliz.
Aplaudir em vez de vaiar quem vai à luta, supera obstáculos, e acumula vitórias.
Contentar-se com o que se tem e dar-se conta de que é muito mais do que as fantasias invejosas contabilizam nos balanços da vida dos outros.

Nasci corajosa com a graça de Deus. De medos quero distância. Ai, se não fosse a força indômita para roçar florestas e encontrar meus caminhos.
Mais uma vez, saí sozinha, mundo afora sem problema algum. Como teria na lindeza de Portugal?
Casais jovens também foram e as mulheres espantavam-se, chamando meu corriqueiro ir e vir além mares, de ousadia: “Como você tem coragem de sair pro mundo desse jeito”. Divertida respondia-lhes: Que diferença faz estar sozinha em qualquer lugar?
Retoricamente. A facilidade de comunicação e o deslumbramento com o ser humano multiplicam gente à minha volta. Coragem e fé. A parelha perfeita para se degustar o banquete de viver.


* Vilma Cunha Duarte, natural de Araxá, Minas Gerais, é escritora, poetisa, formada em Letras: Língua e Literatura Brasileira, Portuguesa e Inglesa e tem passagem de estudos no exterior, notadamente na Europa, sua velha conhecida. 

sexta-feira, 5 de março de 2010

O momento da viragem


''Depois de um período de decadência surge o momento da viragem. A forte luz rejeitada, volta novamente. Existe movimento mas não causado por uma força....
O movimento é natural surge por si. Por isso, a transformação do velho acontece mais facil. O velho é banido e o novo guiado para a frente. Ambas acções descendem de acordo com o tempo; por isso nada se danifica''
I Ching.
'Het Keerpunt' Fritjof Capra
Tradução: JFS

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Explicação da pele















Porquê a pele? - perguntou ela,
porque - respondo incrédulo -
É na pele que respira a poesia,
é na pele que a chuva fria arrepia...
é na pele que o sol queima e
onde o sal do mar teima,
é na pele que se sente a vida,
e ela, pouco convencida:
 - sim, amor, mas porquê a pele?
Porque é na pele que te amo,
te devoro sem engano...
é na pele que o sonho vibra,
é lá que dói a batalha perdida!!
Porque é na pele, minha querida,
que faço minha, a tua vida...
me confundo em ti, amor
e me misturo no teu suor...
Porque é na pele que sinto teu beijo,
nela vive o quanto te desejo...
Porque é na pele, meu amor,
que escrevo as letras da vida!!!

de Olivia Santos
(Poetry Café)