segunda-feira, 22 de março de 2010

Sem Destino


Muito é escrito, muito é copiado, somos injetados com inúmera informação até ao ponto de não a lemos mais. Temos dificuldade em selecionar a informação que realmente precisamos. Este pequeno texto, copiei da parte do Posfácio do livro 'Intuição' (isbn 978-85-316-0782-0) divido com os interessados visto que ensina e explica sobre um tema que acho de valor comum: 'destino'  'orientação' e por aí fora...
A distinção é muito sutil, mas é a mesma distinção que há entre a mente e o coração, que há entre a lógica e o amor, ou mesmo, mais adequadamente, que há entre a prosa e poesia.
Um destino é uma coisa muito nítida; uma orientação é muito intuitiva. Um destino é algo fora de você, como se fosse um objeto. Uma orientação é uma sensação interior; não um objeto, mas a sua própria subjetividade. Você pode sentir a orientação, mas não pode conhecê-la. Você pode conhecer o destino, mas não pode senti-lo. O destino está no futuro. Uma vez definido, você começa a conduzir a sua vida na direção dele, guiando a sua vida para ele.
Como pode você definir o futuro? Quem é você para definir o desconhecido? Como é possível estabelecer o futuro? O futuro é o que não é conhecido ainda. O futuro é uma possibilidade aberta. Ao estabelecer um destino, o seu futuro não é mais futuro, porque não está mais aberto. Agora você escolheu uma alternativa entre muitas, porque quando todas as alternativas estavam abertas era futuro. Agora, todas as alternativas foram descartadas; só uma alternativa foi escolhida. Ela não é mais futuro, ela é passado.

Quando você define um destino, é o passado que está definido. A sua vivência do passado, o seu conhecimento do passado é que decidem. Você mata o futuro - então você repete o seu próprio passado,  talvez um pouco modificado, um pouco mudado aqui e ali, de acordo com a sua comodidade, a sua conveniência. Repetindo, reformado, mas ainda assim ele deriva do passado. Essa é a maneira de se desencaminhar o futuro: definindo o destino, perde-se o caminho para o futuro. Assim a pessoa torna-se morta, começa a agir como um mecanismo.
A orientação é algo vivo, momentâneo. Ela não conhece o futuro, não conhece o passado, mas ela pulsa, vibra aqui e agora. E a partir desse momento pulsante, o momento seguinte é criado. Não por  alguma decisão de sua parte  - mas simplesmente porque você vive este momento e vive-o totalmente, e ama esse momento integralmente, a partir dessa integridade o momento seguinte nasce. Ele vai ter uma orientação. Essa orientação não é dada por você, não é imposta por você; é espontânea.
O destino é fixado pela mente; a orientação pertence à vida. O destino é lógico.....

terça-feira, 16 de março de 2010

Felicidade



É um tema que carregamos dia à dia, daí que descrevo aqui o que o Sr. Osho falou; é de uma profundidade realista impressionante.

Descubra sempre alguma coisa para ficar feliz. A vida é curta, e a felicidade é muito difícil, por isso não perca nenhuma oportunidade para ser feliz. Normalmente, continuamos a fazer o oposto: não perdemos uma oportunidade para sermos infelizes.
Ser feliz é um grande talento. Grande inteligência, grande consciência, é quase ser um génio para ser feliz. Ser infeliz não é nada. Até as pessoas mais estúpidas são infelizes.
É muito fácil ser infeliz,  porque toda a mente vive através da infelicidade. Se o leitor permanecer feliz por um longo período, a sua mente começa a desaparecer, porque não há ligação entre a felicidade e a mente. A felicidade é do além.

terça-feira, 9 de março de 2010

The Lighthouse


There is a storm in the distance,
The wind breathing warning of it's imminence.

There is a lighthouse five hundred yards down;
You and I will be safe there.

There is a girl who haunts that lighthouse.
She saved me, I was swimming,
So young I almost drowned.

Under the water she sang a story
Of losing her lover-
She calls a warning...
Love, you are foolish, you're tired;
Your sleeplessness makes you a liar.

The city is burning,
The ocean is turning,
Our only chance is the lighthouse.

Stock

domingo, 7 de março de 2010

Feminino

Podia escrever um texto sobre como a mulher é especial. Optei por um texto do livro 'Espiritualidade de A a Z' para uma reflexão mais profunda sobre o 'feminino' o que eu não facilmente conseguiria fazer. Na minha opinião a mulher não tem que emitar o homem porque assim ela própria se tornava como o homem com os mesmos métodos, mesmos medos. A mulher tem caracteristicas naturais próprias, a sua beleza salienta-se mais quando ela usa a sua própria unica natureza e isso faz toda a diferença. JFS.

"Respeite o feminino  - é mais elevado, com certeza mais elevado do que as qualidades masculinas, mas a mente chauvivnista masculina é incapaz de o aceitar. Por um complexo de inferioridade, a mente masculina tentou reprimir a feminina, e é claro que, como o macho é agressivo, violento, destruidor, ele pode reprimi-la. O feminino é receptivo, rende-se; ele sabe como deixar passar, sabe como se ajustar, por isso conseguiu ajustar-se mesmo à atitude chauvinista masculina.
Todo o passado da humanidade é feio, pela simples razão de que nós não deixámos as qualidades femininas desabrocharem.
Portanto, torne-se cada vez mais receptivo, sensível, criativo, amoroso, dançarino, cantor  - e é desta forma que se vai tornar cada vez mais meditativo. E quanto mais meditativo for, mais qualidades femininas descobrirá a desabrocharem dentro de si."

sábado, 6 de março de 2010

Quando as borboletas voam

Por Fabiana Barros *


Quando as borboletas voam, os sonhos se transportam da alma para o coração, os ventos deixam de soprar numa única direção, a vida cresce e o amor floresce nos detalhes. Nos intervalos, se elevam os valiosos pensamentos, o discernimento, as boas lembranças, a esperança talhada numa escultura de madeira.

O homem que sonha vive com mais intensidade e não acredita numa só verdade, ele ama em todas as direções, com todos os ângulos da alma como se possuíse vários corações. E sem medo de prosseguir, ele segue com fé e determinação.

O vento que sopra lá fora parece direcionar o amor para que ele invada qualquer lugar sem distinção. Num vagão de um trem sem destino, nos olhos de um menino, nas espumas do mar enfeitadas com a brancura de um véu salgado, na vaidade dos lábios de uma mulher, no ventre que espera pacientemente pela vida, pela presença de uma criança. Na dança dos corpos, de braços e, também, das folhas secas que anunciam a chegada da chuva. Na colheita da uva, na degustação de um bom vinho, no ninho de um belo passarinho no alto de uma linda árvore. O amor se expõe nos detalhes, pousa nas vírgulas e revela seus mais belos ensinamentos nos questionamentos que, às vezes, o homem não consegue compreender, ou mesmo, responder de imediato.

O amor pode ser encontrado atrás de uma coxia de um antigo teatro, no segundo ato de uma encenação, na canção de um poeta apaixonado. Nos sapatos transparentes de uma menina, nas páginas de um romance, num piscar de olhos e nas palavras embutidas na intimidade de uma folha de papel. No mel que adoça os pensamentos e as reflexões, no pulsar dos corações, numa tela de cinema, nos passos apressados de uma adolescente ansiosa pelo despertar do primeiro beijo. Na fatia de um delicioso queijo com goiabada, compartilhado numa mesma garfada, dividida por um casal apaixonado. No compasso de uma música, nos acordes de um violão, na mão espalmada esperando por um leve toque que a conceda o valor de um perdão.

O amor pode estar em qualquer lugar e para vê-lo é preciso deixar o coração acordar para mais uma direção, pois ele poderá estar tanto no norte como no sul. E as borboletas podem ajudar a mostrar, a divulgar os passos desse menino travesso e generoso que transforma o homem num ser inesquecível e poderoso.

Esteja atento aos detalhes que a vida concederá a você, leitor, pois nesse exato momento o amor pode ter pousado nos seus cílios enquanto você lê o texto, ou mesmo ter descansado nas pálpebras dos seus olhos quando você dormia e sonhava com o amanhã que ainda nem faz parte do seu presente. Ele, o amor, sente a pulsação do destino, ele entoa o hino que embalará a emoção, a direção do coração, como se fosse um vento que transporta gerações e pensamentos para qualquer lugar, fazendo do passado, presente e ligando o presente a doçura de um futuro que ainda esta para chegar. Assim é o amor, doce, delicado e pode ser encontrado tanto nas asas de uma borboleta colorida como na árvore florida que você plantar no seu coração.

* Fabiana Barros é jornalista, atriz, escritora, roteirista de teatro e tv e assina coluna em vários sites da Internet.

Coragem

Haja coragem pra se fazer ou não, muita coisa nesse mundo velho sem porteiras. Na crise cruel de falta de hombridade e lisura ninguém fala em corruptores. Os diabos padrinhos dos corruptos em qualquer escalão.
As seduções que aumentam a lista sem fim dos maus-caracteres partem de atos prosaicos aos mais cabeludos. O que não dirime nem desculpa a caída em tentação. Ser honesto, bom e transparente garante o sono tranqüilo, a cabeça erguida e a satisfação pessoal.

Muita coragem para...
Levantar-se com o sol, chuva ou frio, cumprir feliz as tarefas do dia-a-dia e dar graças a Deus pelas graças recebidas e tão pouco agradecidas.
Enfrentar os maus pedaços, juntá-los com complacência, aceitação, fé, e esperança de amanhãs mais suaves.
Cuidar da saúde preventiva, alimentando-se com prudência, mexendo-se em exercícios físicos e praticando o senso de humor.
Ser pai, mãe, filho, parente, amigo, o que é um desafio à exigência dos relacionamentos atuais.
Abrir a mão e coração a quem precisa tanto de pão como de amor.
Gastar reservas acumuladas, em favor do bem estar pessoal, porque a vida não espera a avareza madrasta, que tranca cofres e chances de ser feliz.
Aplaudir em vez de vaiar quem vai à luta, supera obstáculos, e acumula vitórias.
Contentar-se com o que se tem e dar-se conta de que é muito mais do que as fantasias invejosas contabilizam nos balanços da vida dos outros.

Nasci corajosa com a graça de Deus. De medos quero distância. Ai, se não fosse a força indômita para roçar florestas e encontrar meus caminhos.
Mais uma vez, saí sozinha, mundo afora sem problema algum. Como teria na lindeza de Portugal?
Casais jovens também foram e as mulheres espantavam-se, chamando meu corriqueiro ir e vir além mares, de ousadia: “Como você tem coragem de sair pro mundo desse jeito”. Divertida respondia-lhes: Que diferença faz estar sozinha em qualquer lugar?
Retoricamente. A facilidade de comunicação e o deslumbramento com o ser humano multiplicam gente à minha volta. Coragem e fé. A parelha perfeita para se degustar o banquete de viver.


* Vilma Cunha Duarte, natural de Araxá, Minas Gerais, é escritora, poetisa, formada em Letras: Língua e Literatura Brasileira, Portuguesa e Inglesa e tem passagem de estudos no exterior, notadamente na Europa, sua velha conhecida. 

sexta-feira, 5 de março de 2010

O momento da viragem


''Depois de um período de decadência surge o momento da viragem. A forte luz rejeitada, volta novamente. Existe movimento mas não causado por uma força....
O movimento é natural surge por si. Por isso, a transformação do velho acontece mais facil. O velho é banido e o novo guiado para a frente. Ambas acções descendem de acordo com o tempo; por isso nada se danifica''
I Ching.
'Het Keerpunt' Fritjof Capra
Tradução: JFS

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Explicação da pele















Porquê a pele? - perguntou ela,
porque - respondo incrédulo -
É na pele que respira a poesia,
é na pele que a chuva fria arrepia...
é na pele que o sol queima e
onde o sal do mar teima,
é na pele que se sente a vida,
e ela, pouco convencida:
 - sim, amor, mas porquê a pele?
Porque é na pele que te amo,
te devoro sem engano...
é na pele que o sonho vibra,
é lá que dói a batalha perdida!!
Porque é na pele, minha querida,
que faço minha, a tua vida...
me confundo em ti, amor
e me misturo no teu suor...
Porque é na pele que sinto teu beijo,
nela vive o quanto te desejo...
Porque é na pele, meu amor,
que escrevo as letras da vida!!!

de Olivia Santos
(Poetry Café)

O que foi vivido jamais se perderá


Inicialmente, vemos qualquer novidade como mais uma diversão. Aos poucos, essa novidade passa a ser compreendida - e então esquecemo-la. No entanto, à medida que a esquecemos, ela penetra no nosso inconsciente, e faz-nos um pouco diferentes do que éramos antes.
Tudo o que já foi vivido por nós jamais se perderá. Não consigo pensar num fim para nada nesta Terra. Então, por que tentar entender o princípio?

(22 de Maio de 1920)
Kahlil Gibran 'cartas de amor do profeta'

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Máquinas

“Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.” 
Charles Chaplin.