quinta-feira, 6 de maio de 2010

Universo Inteligente

No inicio do livro da Tereza Guerra 'O Poder Índigo' isbn 989-607-042-3. Leio as seguintes frases, que me fazem ir direitinho ao centro do Amor:

O Amor não precisa de ser explicado cientificamente. E, no entanto, sabemos que existe e sentimo-lo fortemente dentro de nós, porque o verdadeiro amor é intenso, vibracional, atinge altas frequências, é multidimensional, criador, mágico, encantador, envolve, anima é paz.
O Amor é o poder mais precioso que podes cultivar em ti, porque é sábio e curador de todos os males!
Quando o Amor é puro, íntegro, honesto, tu podes transformar-te e tranformar os outros e o mundo...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uma menina mulher

Uma menina que às vezes se esquece que é mulher...
Desce a rua sacudindo os cabelos.
Bruxa, fadinha, cigana, menina, mulher
Olha nos olhos, fala com a alma
Beija com o corpo, ama por inteiro.
Se entrega e cai de cabeça
Segue o coração, sempre.
Antes o impulso
Agora tem que tocar o coração
Com razão, com emoção.
Ama poesia, chocolate e dias de chuva
Ama amar, sorrir, chorar, se emocionar
Ama lilás, borboletas
Ama beleza, leveza, simplicidade, liberdade!

Rosângela Kowalezuck

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O Escorpião

Em um Blog agradável, encontrei um texto sobre astrologia o 'escorpião'. Gosto de astrologia e muita coisa ainda deve ser descoberto sobre o universo. É um meu signo, com ascendente Touro.
 Quem nasce no tempo de Escorpião recebe do céu um dom que, se não for bem compreendido e bem usado, pode ser fonte de muita perturbação: a capacidade de perceber a tensão que está dentro das coisas e que vai fazer elas mudarem. Ao contrário de Touro, que se encanta e se apaixona pelas coisas como elas parecem ser, Escorpião é atraído pelo mundo misterioso que existe por trás das aparências.


Sempre associado à morte, à violência, ao ciúme e à sexualidade exagerada, é talvez o mais mal falado de todos os signos. É possível que a má fama tenha vindo do fato de que, para os povos que criaram a astrologia, essa época do ano correspondia ao outono, o tempo em que a natureza ensina aos homens que morrer é natural. Mais do que natural, é necessário.


Por sua oposição ao signo de Touro, que simboliza a Primavera, Escorpião sabe que mesmo as coisas mais perfeitas e belas não vão ser perfeitas e belas para sempre. E pressente o que elas vão ser depois. Touro se encanta com a beleza das flores. Escorpião é apaixonado pelas sementes que só vão mostrar sua força depois da morte da flor.


Quem nasce com o sol em Escorpião vê o mundo e as outras pessoas com olhos de raio -X e isso às vezes cria problemas. Como imaginam que todo mundo pode ver o que eles veem, tendem a ser muito fechados. Criam uma verdadeira barreira em torno dos seus sentimentos, que são sempre muito intensos. Eles estão sempre “morrendo” de amor, “morrendo” de saudade, “morrendo” de rir, “morrendo” de raiva.


Mas quando a imensa energia desse signo misterioso encontra uma saída construtiva é que podemos avaliar a força de um Escorpião. Uma força como aquela que animou o sociólogo Betinho, o homem que fez da luta contra a morte pessoal um símbolo emocionante da grande luta coletiva contra a morte pela fome e pela miséria.


em IG Delas

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Intuição não pode ser explicada

Procuro a informção de qualidade dentro do possível. Não para me alimentar mas unicamente para crescer o interior e ajustar o que educadamente mas erradamente me foi 'educado'. Assim existem pessoas com muitos dons, cada um com seu. Osho foi uma pessoa dotada. Seu ensinamento me ajuda a acelerar o processo de crescimento interior através de clarificar muita coisa do nosso, meu, dia a dia. 
Por vezes salto de um tema (livro) para outro tema, deixando repousar um, abrindo a porta do outro. O tema Intuição - o saber além da lógica, é um livro pequeno que encontrei numa livraria em Curitiba. É dos mais fascinantes que já li neste contexto. Aqui algumas marcas.

A intuição não pode ser explicada cientificamente porque o fenômeno em si é irracional e não científico. O próprio fenômeno da intuição é irracional. Em termos coloquiais, parece certo perguntar: "A intuição pode ser explicada?" Mas isso quer dizer: "A intuição pode ser reduzida ao intelecto?" A intuição é algo além do intelecto, algo que não faz parte do intelecto, algo que vem de algum lugar onde o intelecto é totalmente inconsciente. Assim, o intelecto pode sentir a intuição, mas não pode explicá-la.
O salto da intuição pode ser sentido porque existe uma lacuna. A intuição pode ser sentida pelo intelecto - pode-se notar que algo aconteceu - mas não se pode explicar, porque a explicação precisa da causalidade. A explicação significa responder à pergunta de onde a intuição vem, por que vem, qual é a causa. E ela vem de algum lugar, não do intelecto propriamente dito - logo, não há causa intectual. Não existe uma razão, uma ligação, uma continuidade dentro do intelecto. 
A intuição é um campo de ocorrência diferente, que não se relaciona ao intelecto de maneira nenhuma, embora possa penetrar o intelecto. Deve-se entender que uma realidade superior pode penetrar uma realidade inferior, mas a inferior não consegue penetrar a superior. Assim, a intuição pode penetrar o intelecto porque ela é superior, mas o intelecto não pode penetrar a intuição porque ela é inferior. 
É exatamente como a sua mente poder penetrar o seu corpo, mas o seu corpo não pode penetrar a mente. O seu ser pode penetrar a mente, mas a mentenão pode penetrar o seu ser. É por isso que, se você entrar no ser, você terá de separar tanto do corpo quanto da mente. O corpo e a mente não podem penetrar um fenômeno superior.
Quando você ingressa numa realidade superior, o mundo de ocorrências inferior tem que ser deixado para trás. Não existe uma explicação do superior no inferior, porque os próprios termos da explicação não existem ali; eles não fazem sentido. Mas o intelecto pode sentir a lacuna, pode reconhecer a lacuna. Ele sente que "aconteceu algo que está além de mim". Se até mesmo esse termo puder ser feito, o intelecto terá feito muito.
Mas o intelecto também pode rejeitar o que aconteceu. É isso que significa ter fé ou não ter fé. Se você sente o que não pode ser explicado pelo intelecto não existe, você é um "não-crente". Então vai continuar nessa existência inferior do intelecto, atado a ele. Assim você recusa o mistério, não permitindo que a intuição se comunique com você.
Um racionalista é assim. O racionalista não vai nem mesmo ver o que surgiu algo do além. Se você é educado racionalmente, não admite o superior; você vai negá-lo, você vai dizer: - Não pode ser. Deve ser imaginação: deve ser um sonho meu. A menos que eu possa prová-lo racionalmente, não aceito. A mente racional se fecha, encerrada dentro dos limites da razão, e a intuição não pode penetrar. No entanto, você pode usar o intelecto sem ser fechado. Então, pode usar a razão como um instrumento, permanecendo aberto. Você está receptivo ao superior; se algo acontecer, estará receptivo. Então poderá usar o seu intelecto como um auxiliar.  Ele observa que "aconteceu algo que está além de mim". Ele pode ajudar a entender essa lacuna.
Intuição, Cultrix, isbn 978-85-316-0782-0.

domingo, 18 de abril de 2010

Ivete e Rosa

Ivete me supreende, mostrando aqui ao lado de Rosa Passos a sua qualidade. Duas lindas vozes que combinam.

sábado, 17 de abril de 2010

Admiração

Muitos entre nós adoram ser admirados, porquê essa necessidade? Vem de onde? Não será bem melhor não ter essa necessidade  - ou pelo menos não tanto - ? Aqui algumas frases sem papas na lingua, tiradas do 'Espiritualidade A a Z'.

Nós queremos ser admirados porque não temos respeito por nós próprios. Logo desde o princípio, somos condenados pelos nossos pais, professores, padres, políticos, toda a ordem estabelecida. A mesma observação é continuamente repetida a todas as crianças: «Aquilo que estás a fazer não está certo. Tu estás a fazer aquilo que não deve ser feito e não estás a fazer o que deve ser feito.» Directa e indirectamente, dão a cada criança a impressão de que não é verdadeiramente querida, que os seus pais estão cansados, de que de alguma maneira ela está só a ser tolerada, que ela é um aborrecimento. Isto cria uma ferida profunda em cada um de nós. Para taparmos essa ferida, procuramos a admiração.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sucesso

Como é relativo ter 'sucesso'. Obrigaram-me a olhar para dentro, isso foi bom, embora doesse ao princípio. Assim, saí de mim, olhei para o meu ser e avaliei com o coração o meu relativo 'sucesso'. Daí, um pequeno texto mais a fundo sobre este tema.

Se pensa de mais no sucesso, vai estar constantemente a pensar no falhanço também. O sucesso e o falhanço não podem ser separados. Eles vêm juntos no mesmo pacote. Portanto, se está a pensar no sucesso, algures no fundo vai ter medo de falhar. Quem sabe, se vai conseguir ou não?

O sucesso leva-o ao futuro, é um jogo de ganância, uma projeção do ego, é ambição. E o medo também o abala, fá-lo tremer. A possibilidade de falhar fá-lo vacilar. E com esta vacilação, com esta ganância, com esta ambição, com tudo isto, o seu trabalho vai tornar-se confuso; estará a trabalhar aqui e a olhar para ali. Vai estar a andar ao longo de uma estrada e a olhar algures lá longe, para o céu. Como é que poderá ter sucesso?
Do 'Espiritualidade A a Z'

Profundeza, realismo e água límpida


Lendo um livro da Teresa Guerra sobre 'Crianças Indigo' cheguei ao Sr. Osho que a saber nunca escreveu um livro nem mesmo quando ele era prof. univ. As suas conversas foram gravadas e coladas em livros após o seu falecimento.
A vida do Sr. Osho não me interessa muito, o que vale para mim é o realismo a profundeza de suas 'mensagens'. Como não sou fanático, nunca seria directamente um seguidor de alguém a não ser o meu respeito pela natureza por Deus sem intermediários.  Quando leio o conteúdo das palestras de Osho, reconheço imenso comparando com o que já nasceu comigo. Existe conteúdo nas páginas que leio que preciso de interiorizar com calminha; não consigo alcançar de imediato a sua profundeza 'deixo de molho'. Depois de um tempo elas vêm ao de cima, vêm novamente ter comigo e na sua maioria a coisa fica clara como água límpida. Vejo como uma essencia do meu crescimento, só isso.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Materialismo

Como é viciante ler, principalmente quando sentimos que 'o céu entra por nós a dentro', Aqui mais um pouco sobre um tema mais que actual.

Não crie qualquer espécie de antagonismo entre o materialismo e a espiritualidade - eles andam juntos, tal como o corpo e a alma. Mantenha-se materialista e use o seu materialismo como uma passagem para a espiritualidade.
Esta ideia cria muita confusão na mente das pessoas, porque sempre lhes ensinaram que a pobreza é algo espiritual. Isto é um disparate absoluto.  A pobreza é a coisa menos espiritual do mundo. Um homem pobre não pode ser espiritual. Ele ainda não foi desiludido pelas riquezas, portanto, como é que ele poder ser espiritual? É necessário uma grande desilusão, uma grande desilusão com o mundo exterior; nessa altura, você volta-se para dentro. O virar-se para dentro surge apenas quando a pessoa está absolutamente desiludida por saber que não há nade nele; existem apenas bolhas de sabão, experiências momentâneas. Elas prometem muito, mas não dão nada e, no fim, só deixam o vazio nas suas mãos.
Do 'Espiritualidade de A a Z'

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Ego

Muito se fala nele, nós misturamos confundimos o ego com o nosso 'Eu' nosso 'coração'. Eu depois de entender o que é o ego (conforme visão de Osho e reconhecido e sentido por meu coração) fiquei mais leve, sentindo mais o meu centro e isso é bom demais. Aqui uma primeira descrição do 'ego' tirado do Espiritualidade de A a Z.

Toda a gente nasce sem ego. Quando uma criança nasce, ela é simplesmente consciência: flutuando, fluindo, lúcida, inocente, virgem. Não existe ego. A pouco e pouco, o ego é criado - pelos outros. O ego é o efeito acumulado das opiniões dos outros. Alguém chega, um vizinho, diz «que linda criança» e olha para a criança com um ar muito aprovador. Agora o ego começa a funcionar. Alguém sorri, outro alguém não sorri; às vezes a mãe é muito amorosa, outras vezes ela está muito zangada. E a criança começa a aprender que não é aceite tal como ela é. Ela não é aceite incondicionalmente. Se ela grita e chora quando há visitas em casa, a mãe fica muito zangada. Se ela grita e chora quando não há visitas, a mãe não se importa. E se ela não grita nem chora a mãe recompensa-a com um beijo carinhoso e uma carícia. Quando as visitas lá estão, se ela consegue permanecer sossegada, a mãe fica imensamente feliz e recompensa-a. Ela está a aprender a opinião dos outros acerca de si mesma; ela está a olhar para o espelho do relacionamento.


O leitor não consegue ver o seu rosto directamente. Tem de olhar para um espelho. Esse reflexo torna-se a sua ideia do que é o seu rosto, e há mil e um espelhos ao seu redor. Todos eles o reflectem a si. Alguém o ama, alguém o odeia, alguém o acha indiferente. E, a pouco e pouco, a criança cresce e, à medida que cresce, vai acumulando as opiniões dos outros. A essência total das opiniões dos outros é o ego. E assim ela começa a olhar para si mesma da maneira como os outros olham para ela. Começa a olhar para si mesma do exterior - é isso que é o ego. Se as pessoas a apreciarem e a aplaudirem, ela vai pensar que é perfeitamente bonita, completamente aceite. Se as pessoas não a aplaudem e não a apreciam, mas em vez disso a rejeitam, ela sente-se condenada.
Então vai à procura de maneiras de ser apreciada, para se assegurar repetidamente de que tem valor, sentido e significado. Então torna-se receosa de ser ela mesma. Ela tem de se adaptar à opinião dos outros.


Se abandonar o ego, subitamente vai tornar-se uma criança outra vez. Agora já não está preocupado, com aquilo que os outros pensam a seu respeito, já não vai prestar atenção àquilo que os outros dizem a seu respeito. Já não está preocupado, nem um bocadinho. Agora deixou cair o espelho. É inútil - você tem a sua cara, porquê perguntar ao espelho como é que ela é?