Por Fabiana Barros *
Quando as borboletas voam, os sonhos se transportam da alma para o coração, os ventos deixam de soprar numa única direção, a vida cresce e o amor floresce nos detalhes. Nos intervalos, se elevam os valiosos pensamentos, o discernimento, as boas lembranças, a esperança talhada numa escultura de madeira.
O homem que sonha vive com mais intensidade e não acredita numa só verdade, ele ama em todas as direções, com todos os ângulos da alma como se possuíse vários corações. E sem medo de prosseguir, ele segue com fé e determinação.
O vento que sopra lá fora parece direcionar o amor para que ele invada qualquer lugar sem distinção. Num vagão de um trem sem destino, nos olhos de um menino, nas espumas do mar enfeitadas com a brancura de um véu salgado, na vaidade dos lábios de uma mulher, no ventre que espera pacientemente pela vida, pela presença de uma criança. Na dança dos corpos, de braços e, também, das folhas secas que anunciam a chegada da chuva. Na colheita da uva, na degustação de um bom vinho, no ninho de um belo passarinho no alto de uma linda árvore. O amor se expõe nos detalhes, pousa nas vírgulas e revela seus mais belos ensinamentos nos questionamentos que, às vezes, o homem não consegue compreender, ou mesmo, responder de imediato.
O amor pode ser encontrado atrás de uma coxia de um antigo teatro, no segundo ato de uma encenação, na canção de um poeta apaixonado. Nos sapatos transparentes de uma menina, nas páginas de um romance, num piscar de olhos e nas palavras embutidas na intimidade de uma folha de papel. No mel que adoça os pensamentos e as reflexões, no pulsar dos corações, numa tela de cinema, nos passos apressados de uma adolescente ansiosa pelo despertar do primeiro beijo. Na fatia de um delicioso queijo com goiabada, compartilhado numa mesma garfada, dividida por um casal apaixonado. No compasso de uma música, nos acordes de um violão, na mão espalmada esperando por um leve toque que a conceda o valor de um perdão.
O amor pode estar em qualquer lugar e para vê-lo é preciso deixar o coração acordar para mais uma direção, pois ele poderá estar tanto no norte como no sul. E as borboletas podem ajudar a mostrar, a divulgar os passos desse menino travesso e generoso que transforma o homem num ser inesquecível e poderoso.
Esteja atento aos detalhes que a vida concederá a você, leitor, pois nesse exato momento o amor pode ter pousado nos seus cílios enquanto você lê o texto, ou mesmo ter descansado nas pálpebras dos seus olhos quando você dormia e sonhava com o amanhã que ainda nem faz parte do seu presente. Ele, o amor, sente a pulsação do destino, ele entoa o hino que embalará a emoção, a direção do coração, como se fosse um vento que transporta gerações e pensamentos para qualquer lugar, fazendo do passado, presente e ligando o presente a doçura de um futuro que ainda esta para chegar. Assim é o amor, doce, delicado e pode ser encontrado tanto nas asas de uma borboleta colorida como na árvore florida que você plantar no seu coração.
* Fabiana Barros é jornalista, atriz, escritora, roteirista de teatro e tv e assina coluna em vários sites da Internet.
Os pensamentos são como nuvens e ondas, com intervalos entre si. O espaço entre dois pensamentos sou Eu, na verdade é tudo que possuo.
sábado, 6 de março de 2010
Coragem
Haja coragem pra se fazer ou não, muita coisa nesse mundo velho sem porteiras. Na crise cruel de falta de hombridade e lisura ninguém fala em corruptores. Os diabos padrinhos dos corruptos em qualquer escalão.
As seduções que aumentam a lista sem fim dos maus-caracteres partem de atos prosaicos aos mais cabeludos. O que não dirime nem desculpa a caída em tentação. Ser honesto, bom e transparente garante o sono tranqüilo, a cabeça erguida e a satisfação pessoal.
Muita coragem para...
Levantar-se com o sol, chuva ou frio, cumprir feliz as tarefas do dia-a-dia e dar graças a Deus pelas graças recebidas e tão pouco agradecidas.
Enfrentar os maus pedaços, juntá-los com complacência, aceitação, fé, e esperança de amanhãs mais suaves.
Cuidar da saúde preventiva, alimentando-se com prudência, mexendo-se em exercícios físicos e praticando o senso de humor.
Ser pai, mãe, filho, parente, amigo, o que é um desafio à exigência dos relacionamentos atuais.
Abrir a mão e coração a quem precisa tanto de pão como de amor.
Gastar reservas acumuladas, em favor do bem estar pessoal, porque a vida não espera a avareza madrasta, que tranca cofres e chances de ser feliz.
Aplaudir em vez de vaiar quem vai à luta, supera obstáculos, e acumula vitórias.
Contentar-se com o que se tem e dar-se conta de que é muito mais do que as fantasias invejosas contabilizam nos balanços da vida dos outros.
Nasci corajosa com a graça de Deus. De medos quero distância. Ai, se não fosse a força indômita para roçar florestas e encontrar meus caminhos.
Mais uma vez, saí sozinha, mundo afora sem problema algum. Como teria na lindeza de Portugal?
Casais jovens também foram e as mulheres espantavam-se, chamando meu corriqueiro ir e vir além mares, de ousadia: “Como você tem coragem de sair pro mundo desse jeito”. Divertida respondia-lhes: Que diferença faz estar sozinha em qualquer lugar?
Retoricamente. A facilidade de comunicação e o deslumbramento com o ser humano multiplicam gente à minha volta. Coragem e fé. A parelha perfeita para se degustar o banquete de viver.
* Vilma Cunha Duarte, natural de Araxá, Minas Gerais, é escritora, poetisa, formada em Letras: Língua e Literatura Brasileira, Portuguesa e Inglesa e tem passagem de estudos no exterior, notadamente na Europa, sua velha conhecida.
As seduções que aumentam a lista sem fim dos maus-caracteres partem de atos prosaicos aos mais cabeludos. O que não dirime nem desculpa a caída em tentação. Ser honesto, bom e transparente garante o sono tranqüilo, a cabeça erguida e a satisfação pessoal.
Muita coragem para...
Levantar-se com o sol, chuva ou frio, cumprir feliz as tarefas do dia-a-dia e dar graças a Deus pelas graças recebidas e tão pouco agradecidas.
Enfrentar os maus pedaços, juntá-los com complacência, aceitação, fé, e esperança de amanhãs mais suaves.
Cuidar da saúde preventiva, alimentando-se com prudência, mexendo-se em exercícios físicos e praticando o senso de humor.
Ser pai, mãe, filho, parente, amigo, o que é um desafio à exigência dos relacionamentos atuais.
Abrir a mão e coração a quem precisa tanto de pão como de amor.
Gastar reservas acumuladas, em favor do bem estar pessoal, porque a vida não espera a avareza madrasta, que tranca cofres e chances de ser feliz.
Aplaudir em vez de vaiar quem vai à luta, supera obstáculos, e acumula vitórias.
Contentar-se com o que se tem e dar-se conta de que é muito mais do que as fantasias invejosas contabilizam nos balanços da vida dos outros.
Nasci corajosa com a graça de Deus. De medos quero distância. Ai, se não fosse a força indômita para roçar florestas e encontrar meus caminhos.
Mais uma vez, saí sozinha, mundo afora sem problema algum. Como teria na lindeza de Portugal?
Casais jovens também foram e as mulheres espantavam-se, chamando meu corriqueiro ir e vir além mares, de ousadia: “Como você tem coragem de sair pro mundo desse jeito”. Divertida respondia-lhes: Que diferença faz estar sozinha em qualquer lugar?
Retoricamente. A facilidade de comunicação e o deslumbramento com o ser humano multiplicam gente à minha volta. Coragem e fé. A parelha perfeita para se degustar o banquete de viver.
* Vilma Cunha Duarte, natural de Araxá, Minas Gerais, é escritora, poetisa, formada em Letras: Língua e Literatura Brasileira, Portuguesa e Inglesa e tem passagem de estudos no exterior, notadamente na Europa, sua velha conhecida.
sexta-feira, 5 de março de 2010
O momento da viragem

''Depois de um período de decadência surge o momento da viragem. A forte luz rejeitada, volta novamente. Existe movimento mas não causado por uma força....I Ching.
O movimento é natural surge por si. Por isso, a transformação do velho acontece mais facil. O velho é banido e o novo guiado para a frente. Ambas acções descendem de acordo com o tempo; por isso nada se danifica''
'Het Keerpunt' Fritjof Capra
Tradução: JFS
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Explicação da pele
Porquê a pele? - perguntou ela,
porque - respondo incrédulo -
É na pele que respira a poesia,
é na pele que a chuva fria arrepia...
é na pele que o sol queima e
onde o sal do mar teima,
é na pele que se sente a vida,
e ela, pouco convencida:
- sim, amor, mas porquê a pele?
Porque é na pele que te amo,
te devoro sem engano...
é na pele que o sonho vibra,
é lá que dói a batalha perdida!!
Porque é na pele, minha querida,
que faço minha, a tua vida...
me confundo em ti, amor
e me misturo no teu suor...
Porque é na pele que sinto teu beijo,
nela vive o quanto te desejo...
Porque é na pele, meu amor,
que escrevo as letras da vida!!!
de Olivia Santos
(Poetry Café)
O que foi vivido jamais se perderá
Tudo o que já foi vivido por nós jamais se perderá. Não consigo pensar num fim para nada nesta Terra. Então, por que tentar entender o princípio?
(22 de Maio de 1920)
Kahlil Gibran 'cartas de amor do profeta'
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Máquinas
“Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.”
Charles Chaplin.
Charles Chaplin.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Liberdade
A visão do Sr. Osho transcrita resultante de uma das palestras:
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A cidade e a bicicleta
Vamos ser positivos, acreditar que os 'patrões' da cidade são pessoas cultas, rodeados por equipes de trabalho criativas, pessoas que desejam o bem estar da sua cidade. Frente á situação ecológica em que vivemos, todas as medidas são tarde demais mas ainda existe uma luz distante que dá esperança. Por onde começar? O que se devia fazer?
- Uma lei que ditasse claramente que o ciclista tem sempre razão em qualquer conflito e ou acidente na via publica salvo havendo testemunhas que testemunhem o contrário.
- Adaptação das presentes vias da cidade, no sentido de haver uma faixa claramente assinalada onde os ciclistas devem transitar em segurança.
Conclusão: a cidade com metade dos carros, menos acidentes, menos poluição e um mundo de bicicletas incluindo eléctricas. E por fim uma industria automóvel a ser obrigada a produzir os tais carros eléctricos ou melhor, carros movidos com energia não poluidora 100%.
360 graus
De vez em quando vejo tv leio jornal. A história sempre se repete, politica e futebol e pouco mais. O que tem que mudar? Pensando um pouco surge-me um filme de virar de avesso a presente sociedade. Não derepente, mas assim de mançinho. Na realidade isso já está acontecendo ao ritmo da Terra e não ao ritmo da nossa mente.
A 'organização politica' devia se revolucionar a si própria e até de receber outro 'nome'. Regras sistema de funcionamento completamente diferentes que as actuais, uma mudança de 360 graus. Onde regras e funcionamento são transparentes, limpas e com o objectivo de servir unicamente a humanidade e não interesses pessoais ou dos mais 'poderosos'. Assim também virar de avesso o sistema judicial , neste momento baseado em livros antigos, com leis corruptas usadas por vezes há mais de 900 anos.
Outro importante sector a revolucionar é a Educação. Com base em critérios da capacidade da inteligencia natural e criatividade em vez da capacidade de memória da mente como é basicamente no presente.
A 'organização politica' devia se revolucionar a si própria e até de receber outro 'nome'. Regras sistema de funcionamento completamente diferentes que as actuais, uma mudança de 360 graus. Onde regras e funcionamento são transparentes, limpas e com o objectivo de servir unicamente a humanidade e não interesses pessoais ou dos mais 'poderosos'. Assim também virar de avesso o sistema judicial , neste momento baseado em livros antigos, com leis corruptas usadas por vezes há mais de 900 anos.
Outro importante sector a revolucionar é a Educação. Com base em critérios da capacidade da inteligencia natural e criatividade em vez da capacidade de memória da mente como é basicamente no presente.
Olhando mais, vejo as 'super' organizações mundiais a serem lideradas pelos países mais ricos e ou por vezes com alguma camuflagem de terem um presidente de um país pequeno que funciona na verdade como marioneta. No facto são mentes sofisticadas manipuladoras que durante o decorrer do tempo criaram sistemas de controlo. Somos prisioneiros de nós próprios.
Mas como revolucionar o que tem que ser revolucionado? Como sair desta auto-prisão sofisticada? Pois este processo só pode ser guiado por pessoas naturalmente inteligentes, criativas, que já nasceram inteligentes, com coragem de ação e à partida não por pessoas que tiveram as notas mais altas na universidade e ou super astuciosos.
A coisa está feia, aqui na Ibérica o desemprego vai aumentando, não vai parar por este caminhar. A presente resolução de problemas apresentada é baseada em ideias tradicionais sem criatividade, corruptas até, que não vão resolver os problemas de hoje, reais, crescentes, das maiorias, unicamente solidam o funcionamento das instituições e seus lucros.
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